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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Macronutrientes e a Síndrome Metabólica

A Síndrome Metabólica (SM) é um transtorno multifatorial que envolve fatores de risco cardiovascular, usualmente relacionados à deposição central de gordura e à resistência à insulina.

Segundo o NCEP-ATP III, a SM representa a combinação de pelo menos três dos seguintes componentes: deposição central de gordura, triglicerideos elevados, baixos níveis de HDL-c, pressão arterial elevada e glicemia de jejum aumentada.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, os fatores de risco mais importantes para a morbimortalidade relacionada às doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT) são: hipertensão arterial sistêmica, hipercolesterolemia, ingestão insuficiente de frutas, hortaliças e leguminosas, sobrepeso ou obesidade, inatividade física e tabagismo. Três destes fatores têm influência direta no diagnóstico da SM.

A abordagem terapêutica conjunta de várias comorbidades no mesmo indivíduo é complexa. Desta forma, as primeiras orientações devem visar a intervenção no estilo de vida do paciente, com foco na perda de peso, correção das anormalidades metabólicas e incentivo a atividade física regular.

Estudos recentes que avaliaram o consumo alimentar de pacientes ambulatoriais encontraram alto consumo de ácidos graxos saturados, colesterol e sódio e ingestão insuficiente de carboidratos e fibras, além de apresentarem alterações de exames bioquímicos para glicemia de jejum, triglicerídeos e LDL-colesterol.

O acompanhamento com um profissional nutricionista é fundamental no tratamento da SM, pois este contribuirá na elaboração de um plano alimentar adequado e personalizado. O mesmo deverá ter valor calórico total (VCT) compatível com as necessidades do indivíduo, visando peso corporal saudável, que seja fracionado e que garanta o fornecimento de todos os macro e micronutrientes em quantidades adequadas.

O consumo de hortaliças, leguminosas, grãos integrais e frutas deve ser estimulado. A sacarose ou, produtos contendo açúcar, podem, eventualmente, serem ingeridos, de acordo com um plano alimentar saudável. Recomenda-se que 50-60% do VCT seja proveniente de carboidratos.

Os ácidos graxos trans e as gorduras saturadas contribuem para o aumento do LDL-c e de triglicerídeos e, ainda, podem reduzir a fração do HDL-colesterol. Dessa forma, deve ser desencorajado o consumo de gorduras hidrogenadas e gorduras de origem animal. A recomendação de lipídeos é de 25-35% do VCT sendo, abaixo de 10% do total, provenientes de ácidos graxos saturados, e de 10% e 20% do VCT para poli e monoinsaturados, respectivamente. Para pacientes com níveis de LDL-c superior a 100mg/dL recomenda-se até 200mg de colesterol/dia e, para os demais, até 300mg de colesterol/dia. Recomenda-se uma ingestão diária de proteínas de 15% do valor calórico total da dieta.

Aconselha-se ainda que os alimentos sejam grelhados, assados, cozidos no vapor ou crus. Os alimentos “diet” e “light” podem ser indicados mas não, de forma exclusiva. As orientações devem respeitar as preferências individuais e o poder aquisitivo do indivíduo e da família.

O hábito de fumar deve ser desestimulado devido a sua importância como fator de risco cardiovascular. Deve-se incentivar a prática de atividade física.

Uma das maiores dificuldades no tratamento do portador de SM continua sendo a adesão do paciente, principalmente no que se refere à mudança do estilo de vida. Desta forma, a atuação de uma equipe multidisciplinar composta por nutricionista, educador físico, enfermeiro, médico, psicólogo, assistente social e farmacêutico é fundamental para o sucesso do tratamento.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Cuidados nutricionais na gastrite



A gastrite é uma inflamação do estômago causada por, entre outros fatores, alterações microbianas, químicas ou neurais, modificando a integridade da mucosa.

Entre suas causas, destaca-se a infecção por Helicobacter pylori. Esse microorganismo rompe a proteção da camada de muco do estômago e libera citocinas, causando um processo inflamatório que pode levar à formação de gastrite, úlceras, carcinomas, dentre outros. Esse patógeno pode ser detectado por meio de endoscopia. Outros fatores causadores de gastrites são: o uso crônico de antiinflamatórios não-hormonais (como a aspirina), alcoolismo e ingestão de substâncias erosivas.

Os sintomas da gastrite são náuseas, vômitos, mal-estar, anorexia, hemorragia e epigastralgia. Porém, muitas vezes os indivíduos acometidos por essa doença podem ser assintomáticos.

O tratamento da gastrite inclui a erradicação dos patógenos, por meio de medicamentos, que reduzirão o processo inflamatório e os sintomas. Além disso, podem-se utilizar medicamentos que neutralizem ou bloqueiem a secreção gástrica.

Os cuidados nutricionais para portadores de gastrite envolvem: evitar alguns condimentos (pimenta-do-reino e a vermelha), álcool, café (tanto o cafeinado quanto o descafeinado), refrigerantes, consumo de grande refeição antes de dormir, e alimentos que sabidamente causam desconforto ou aumento do quadro inflamatório. Todos estes alimentos são proibidos para não aumentarem a secreção gástrica, que é ácida. Se necessário, faz-se uma suplementação nutricional para evitar deficiências de micronutrientes e não prejudicar a cicatrização tecidual.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Fenilcetonúria

O que é:
A fenilcetonúria é uma doença de causa genética, em que alguns alimentos podem intoxicar o cérebro e causar retardo mental irreversível no bebê. As crianças que nascem com esta doença tem um problema digestivo em que um aminoácido presente na proteína dos alimentos, a fenilalanina, seja “venenoso para o cérebro”, o que faz com que haja efeitos irreversíveis, como retardo metal permanente. Nas crianças afetadas a doença apresenta como sintoma característico um odor corporal forte e vômitos após as refeições. Seu tratamento consiste apenas em mudanças na alimentação do bebê.

A Fenilcetonúria foi a primeira doença genética a ter um tratamento realizado a partir de terapia dietética específica. A Fenilcetonúria (PKU) é o mais comum dos erros congênitos do metabolismo de aminoácidos e afeta aproximadamente 1 em cada 12.000 recém-nascidos no Brasil.

TIPOS
Três formas de apresentação metabólicas são reconhecidas e classificadas de acordo com o percentual de atividade enzimática encontrado:

a - Fenilcetonúria Clássica: a atividade da enzima fenilalanina hidroxilase é praticamente inexistente (atividade inferior a 1%) e, consequentemente, os níveis plasmáticos encontrados de fenilalanina são superiores a 20 mg/dl;

b - Fenilcetonúria Leve: a atividade da enzima é de 1 a 3% e os níveis plasmáticos de fenilalanina encontram-se entre 10 e 20 mg/dl;

c - Hiperfenilalaninemia Transitória ou Permanente: a atividade enzimática é superior a 3% e os níveis de fenilalaninemia encontram-se entre 4 e 10 mg/dl; esta situação é considerada benigna, não ocasionando qualquer sintomatologia clínica(1).

Como identificar a Fenilcetonúria

O diagnóstico da fenilcetonúria pode ser feito no recém-nascido por meio de triagem neonatal muito simples, conhecida como Teste do Pezinho, geralmente ainda na maternidade.

O diagnóstico precoce da fenilcetonúria permite que os cuidados necessários com a alimentação sejam tomados desde o princípio, evitando uma série de efeitos indesejados, que se apresentam logo no primeiro ano de vida do bebê, mas que podem ser todos evitados embora nunca possam ser revertidos.

Sintomas da Fenilcetonúria

Os sintomas da fenilcetonúria surgem após o período de amamentação exclusiva, quando há introdução de novos alimentos à dieta do bebê. Seus principais sintomas são:

. erupção cutânea semelhante ao eczema;
. retardo mental, geralmente grave e irreversível; convulsões;
. náusea e vômito;
. comportamento agressivo ou auto agressivo;
. hiperatividade;
. odor corpóreo característico.

Causas da Fenilcetonúria

A causa da fenilcetonúria é genética. A doença ocorre por um erro nato no metabolismo do bebê e por isso não tem cura.

Tratamento
O tratamento para a fenilcetonúria consiste basicamente em retirar da alimentação do bebê alimentos que contenham fenilalaninas como os alimentos de origem animal, por exemplo.  Para evitar anemias recomenda-se a suplementação de ferro.


A fenilalanina é um aminoácido essencial (não sintetizado no organismo) e sua fonte é a alimentação ou o catabolismo protéico. O tratamento consiste basicamente de uma dieta com baixo teor de FAL, porém com níveis suficientes deste aminoácido para promover crescimento e desenvolvimento adequados. O tratamento deve ser iniciado tão logo o diagnóstico seja confirmado, para evitar que os danos cerebrais irreversíveis se instalem.

Como a fenilalanina está presente em todas as proteínas, a dieta exige que os alimentos proteicos (carne, leite, ovos...) sejam substituídos por uma mistura de aminoácidos com pouca ou nenhuma fenilalanina. A dieta deve ser bem calculada para suprir não só a quantidade de proteína e as calorias necessárias ao desenvolvimento da criança, como também para assegurar níveis mínimos de fenilalanina na circulação. Se instituída uma dieta isenta de FAL, poderia levar à "Síndrome da Deficiência", caracterizada por eczema grave, prostração, ganho de peso insuficiente levando à desnutrição, além de deficiência mental e crises convulsivas.

Produtos Terapêuticos

Os produtos utilizados no tratamento da Fenilcetonúria são complementos alimentares - fórmulas de aminoácidos isentas de fenilalanina. A característica básica dos produtos é a baixa concentração de fenilalanina - não superior a 0,1 g de fenilalanina por 100g de produto. Trata-se de fórmulas lácteas, ou soluções que permitem a formulação láctea, contribuindo com a reposição dos aminoácidos essenciais (todos, com exceção da FAL) que serão retirados da dieta instituída no paciente.

Alimentos fontes de proteína (ricos em FAL) são eliminados da dieta e a fonte de aminoácidos essenciais passa a ser controlada através do fornecimento destas fórmulas especiais de aminoácidos (10). Esta reposição permite que o paciente mantenha o desenvolvimento somático e neurológico adequados apesar da importante restrição dietética que lhe será imposta.

Os produtos normalmente são liofilizados e devem ser reconstituídos com água de acordo com a quantidade a ser consumida (que deve ser preparado conforme as orientações da nutricionista que acompanha o caso).

 Fórmulas comerciais

. Fórmulas adequadas para crianças com até um ano de idade;

. Fórmulas adequadas para crianças maiores de um ano de idade;

. Fórmulas podem ser utilizadas tanto para menores quanto para maiores de um ano de idade.

A dieta deve ser planejada para cada paciente, pois a tolerância a FAL varia de acordo com a idade, peso e grau da deficiência enzimática. O cálculo inicial baseia-se na quantidade de proteínas necessárias para a faixa etária.

Usualmente, a dieta deve conter entre 250 e 500mg de FAL/dia, enquanto o normal de ingestão para um paciente não portador de fenilcetonúria é, em média, de 2.500 mg de FAL/dia. O tratamento preconizado deve ser mantido por toda a vida. Estudos realizados sugerem que a suspensão da dieta pode resultar em deterioração intelectual e comportamental sendo, portanto, aconselhável a manutenção por período permanente.

O acompanhamento da dieta dos pacientes portadores de Fenilcetonúria deve ser feito por uma equipe multidisciplinar sendo indispensável a participação do nutricionista. Logo após o diagnóstico, o acompanhamento clínico deve ser mensal até o primeiro ano de vida para que a mãe seja esclarecida sobre a dieta e os riscos das transgressões para o desenvolvimento de seu filho. Após este período, o acompanhamento pode ser bimestral ou trimestral, dependendo da evolução da criança e das dificuldades da família. O acompanhamento laboratorial, com análise quantitativa de fenilalanina, deve ser mensal nos primeiros 6 meses de tratamento e, após este período, dosagens a cada 3-4 meses são recomendadas.

BENEFÍCIOS ESPERADOS COM O TRATAMENTO

. Manter a normalização dos parâmetros neuro-psicomotores nos pacientes com diagnóstico precoce (através da Triagem Neonatal) e instituição do tratamento adequado antes dos três meses de vida;

. Desenvolvimento pôndero-estatural adequado para a idade do paciente apesar da restrição dietética imposta;

. Melhoria gradual das alterações neuro-psicológicas observadas nos pacientes cujo tratamento inicia-se a partir de três meses de idade (pacientes não submetidos à triagem neonatal).


O tratamento deve ser seguido por toda a vida do indivíduo para que ele não tenha nenhum comprometimento do sistema nervoso central.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O cuidado nutricional e a alimentação para portadores de HIV

Uma boa nutrição e cuidados com a alimentação são condições essenciais para um sistema imunológico saudável. No entanto, pessoas com HIV / AIDS podem ter dificuldades em assegurar uma boa nutrição por um conjunto de razões.

Tanto o próprio vírus HIV quanto os medicamentos utilizados podem causar uma multiplicidade de problemas que afetam a saúde nutricional do portador.

Náuseas crônicas, alteração do paladar, perda de apetite, dificuldades em mastigar ou engolir são fatores que influenciam o baixo percentual de adequação das necessidades nutricionais. Ainda assim, mesmo quando o portador é capaz de comer e beber pode haver uma diminuição da quantidade de nutrientes absorvidos devido a diarréias (efeito mais comum causado pela medicação).

A deficiência de vitaminas e minerais é comum em pessoas infectadas pelo HIV e é atribuída à má absorção e a alterações no mecanismo do sistema imune e metabólico. Entretanto, a suplementação de micronutrientes deve ser individualizada e cuidadosa.

Uma infecção de HIV descontrolada pode também aumentar a taxa metabólica, resultando em necessidades energéticas elevadas.
 
Todos estes problemas de má absorção e aumento das necessidades energéticas e nutricionais podem levar a uma rápida perda de peso. Esta perda de peso, sobretudo de proteínas musculares, provoca um elevado cansaço, além de reduzir a capacidade do sistema imunológico combater outras infecções e doenças.

Abaixo seguem algumas indicações de alimentação para aliviar os transtornos comum:

1. Perda de Peso: Para prevenir ou reverter a desnutrição, é necessário ter uma alimentação balanceada. Os alimentos ricos em proteínas, como carnes, alimentos lácteos e leguminosas, ajudam a reconstruir os músculos e estimular o sistema imunológico, enfraquecido pelo HIV. Além disso, o consumo de gorduras saudáveis (poliinsaturadas e monoinsaturadas) também promove o ganho de peso. Contudo, o consumo elevado de gorduras não é recomendado em casos de diarréia;
 
2.  Perda do Apetite: As náuseas e as mudanças causadas pela medicação podem causar um decréscimo ou mesmo perda do apetite. Neste caso, é importante consumir refeições pequenas e freqüentes, uma vez que o organismo consegue tolerar melhor esta forma de alimentação.
Também deve-se preferir alimentos de mais fácil aceitação, como batatas cozidas, arroz, frango, iogurte e aveia. É necessário evitar líquidos durante as refeições e comer alimentos de alta densidade energético-protéica;

3. Diarréia: A diarréia pode ser causada por infecções ou alguns tipos de medicação. Nestes casos, é melhor evitar leite e derivados (iogurte e queijos) e substituir por leite de soja e derivados. Alimentos ricos em gorduras como frituras, bolos, salsichas, molhos, etc, também podem agravar a diarréia. É necessário evitar alimentos ricos em fibras insolúveis (folhas, frutas com bagaço e casca e cereais integrais) e preferir fibras solúveis (aveia, maçã).E para prevenir a desidratação, deve-se beber bastante líquido (água, água de côco, bebidas isotônicas), sempre de acordo com a orientação do nutricionista.

As pessoas com AIDS e com sistema imunitário enfraquecido têm um risco maior de contrair doenças de origem alimentar. Por isso é importante seguir diretrizes básicas de precaução e segurança alimentar, tais como:

- Lavar as mãos antes de uma refeição;

- O manipulador de alimentos deve ter cuidados de higiene;

- Descongelar os alimentos congelados na geladeira ou num forno microondas, e não à temperatura ambiente;

- Higienizar corretamente as frutas cruas e as saladas cruas;

- No caso das frutas, algumas não devem ser oferecidas nem se passarem pelo processo de cozimento, pois os riscos de conter agentes patogênicos podem permanecer;

- Não deixe alimentos perecíveis, como leite, queijo, ovos ou restos de carne, à temperatura ambiente por um período superior a duas horas.

Além disso, o consumo de alimentos funcionais tem apresentado resultados positivos na resposta imunológica e na prevenção das alterações metabólicas resultantes da terapia anti-retroviral. Como exemplo, podemos citar:

  • Ácidos graxos ômega-3, encontrados em peixes, algas marinhas e na linhaça, e ácidos graxos ômega-6, encontrados em óleos vegetais (soja, girassol e oliva): interferem na coagulação sangüínea, no controle do processo inflamatório e na melhora da massa corpórea magra;

• Alicina, aliína e sulfeto de dialina, encontrados no alho: têm função hipotensora, fibrinolítica, anticoagulante e reduzem o colesterol;

• Probióticos (bifidobactérias, lactobacilos, etc.) e prebióticos (FOS e Inulina), encontrados em bebidas lácteas, iogurtes, leites fermentados etc.: melhoram a macrobiota intestinal, os níveis de colesterol e o sistema imunológico.

É importante lembrar que a funcionalidade dos alimentos depende da quantidade ingerida diariamente e da forma de preparo.

Recomenda-se que todo paciente infectado pelo HIV seja encaminhado ao profissional nutricionista logo após o primeiro diagnóstico para avaliação do seu perfil nutricional, determinando e priorizando intervenções dietoterápicas apropriadas através de metas individualizadas, para tratar deficiências nutricionais, manter ou restaurar a massa corporal magra e melhorar a qualidade de vida.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Síndrome metabólica pode causar doenças renais

São os resultados de um recente estudo publicado no Journal of the American Society Nephrology. A síndrome metabólica é caracterizada por um conjunto de fatores que aumentam o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes e mesmo de morte prematura, quando estes fatores se sobrepõem.
Para ser diagnosticado com síndrome metabólica o doente deve apresentar três ou mais das seguintes características:
-  Hipertensão arterial;
-  Hiperglicemia (açúcar elevado no sangue);
-  Excesso de gordura abdominal;
-  Níveis reduzidos de HDL-c (bom colesterol);
- Triglicerídeos elevados. 
Os investigadores analisaram dados de 11 estudos que avaliaram a relação entre a síndrome metabólica e a doença renal. Num total de 30.416 doentes de vários grupos étnicos. Segundo os resultados, as pessoas com síndrome metabólica têm 55% mais probabilidade de desenvolver problemas renais, principalmente em relação à diminuição da função renal.
Além disso, o risco de ter problemas nos rins aumenta à medida que os componentes da síndrome metabólica pioram.
São já vários os estudos que  sugerem que com a perda de excesso de peso, aumento dos níveis do bom colesterol e controlo da glicemia, é possível diminuir os riscos de desenvolver doença renal. A prevenção e terapêutica instituída na síndrome metabólica é feita através da implementação  de um plano alimentar equilibrado, prática de atividade física e muitas vezes recurso à suplementação.
Por isso, é fundamental que além de monitorizar todos os parâmetros referenciados procure um profissional de saúde especializado que o possa orientar, quer no que concerne à alimentação quer em relação à suplementação.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Suplementação de ômega-3 aumenta a eficácia de quimioterapia

Pesquisadores canadenses publicaram na revista científica Câncer um estudo que comprovou os benefícios da suplementação de ácidos graxos ômega-3 em aumentar a eficácia da quimioterapia em pacientes com câncer de pulmão, contribuindo para aumento da sobrevida.
Trata-se de um ensaio clínico, aberto, controlado por placebo que avaliou 46 pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas. Este tipo de câncer ocorre em 75% dos pacientes diagnosticados com câncer de pulmão e corresponde a um grupo heterogêneo composto de três tipos histológicos principais e distintos (carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células). Mais de 65% dos casos de câncer de pulmão de células não pequenas avançado não respondem à quimioterapia de primeira linha e as taxas de sobrevivência em um ano são baixas.
Neste sentido, os pesquisadores trabalharam a hipótese de que a suplementação com óleo de peixe (fonte de ácidos graxos ômega-3) durante a quimioterapia de primeira linha iria aumentar as taxas de resposta ao tratamento.
Os pacientes foram divididos em dois grupos: grupo controle (n=31), que recebeu quimioterapia padrão (carboplatina com vinorelbina ou gemcitabina) + placebo; e o grupo suplementação (n=15), que recebeu também a quimioterapia padrão + 2,5 g de ômega-3/dia, sendo 2,2 g de EPA (ácido eicosapentaenoico) e 240 mg de DHA (ácido docosahexaenoico).
O grupo que recebeu a suplementação apresentou melhor taxa de resposta à quimioterapia (p = 0,008) e maior benefício clínico quando comparado ao grupo placebo (p = 0,02). Além disso, os pacientes que receberam a suplementação tiveram uma tendência ao aumento de um ano de sobrevida em relação ao grupo placebo (p = 0,15).
Os pesquisadores afirmam que este é o primeiro estudo que avaliou e comprovou que a adição de 2,5g de ômega-3 aumenta a sobrevida e as taxas de resposta à quimioterapia de primeira linha em pacientes com câncer de pulmão.
“A suplementação de ômega-3 pode representar uma abordagem segura e não tóxica para melhorar o tratamento de pacientes com câncer de pulmão. A diferença observada nas taxas de resposta entre os grupos foi impressionante, mesmo com um número pequeno de pacientes. No entanto, reconhecemos que existe a necessidade de confirmação por meio de mais ensaios clínicos randomizados para confirmar esses achados”, concluem.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Classificação da relação entre a cintura e o quadril

CLASSIFICAÇÃO DE RISCO PARA HOMENS
Idade
Baixo
Moderado
Alto
Muito alto
20 a 29
< 0,83
0,83 a 0,88
0,89 a 0,94
> 0,94
30 a 39
< 0,84
0,84 a 0,91
0,92 a 0,96
> 0,96
40 a 49
< 0,88
0,88 a 0,95
0,96 a 1,00
> 1,00
50 a 59
< 0,90
0,90 a 0,96
0,97 a 1,02
> 1,02
60 a 69
< 0,91
0,91 a 0,98
0,99 a 1,03
> 1,03


CLASSIFICAÇÃO DE RISCO PARA MULHERES

Idade
Baixo
Moderado
Alto
Muito alto
20 a 29
< 0,71
0,71 a 0,77
0,76 a 0,83
> 0,82
30 a 39
< 0,72
0,72 a 0,78
0,79 a 0,84
> 0,84

40 a 49
< 0,73
0,73 a 0,79
0,80 a 0,87
> 0,87
50 a 59
< 0,74
0,74 a 0,81
0,82 a 0,88
> 0,88

60 a 69
< 0,76
0,76 a 0,83
0,84 a 0,90
> 0,90

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