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domingo, 25 de setembro de 2011

Dieta sem glúten e caseína no tratamento do autismo

O tratamento do autismo - uma síndrome complexa que prejudica a capacidade de comunicação e interação social dos portadores - frequentemente consiste de uma série abrangente de programas educacionais, terapias e tratamentos comportamentais. Várias intervenções nutricionais também tem sido sugeridas, como a restrição de alguns alérgenos alimentares, o uso de probióticos e de suplementos nutricionais.
Uma das intervenções atualmente mais populares, no entanto, é a dieta sem glúten e sem caseína (dieta SGSC) a qual, como o próprio nome diz, elimina todas as fontes de glúten (presente no trigo, cevada, centeio e aveia) e caseína (presente no leite e derivados) da alimentação. Um artigo recentemente publicado na revista Nutrition and Clinical Practice, pela Dra. Jenniger Elder, faz uma revisão do status médico e científico da dieta, e traz recomendações para que as famílias dos portadores e profissionais de saúde possam decidir pela adoção - ou não - da dieta. Resumimos aqui os principais pontos enfatizados pela pesquisadora.

Assim como a Dra. Elder explica, uma das hipóteses principais sobre os benefícios da dieta se baseia na idéia de que alguns dos sintomas autísticos possam ser consequência de um excesso de opióides (substâncias química com ação similar a da morfina) no organismo. A hipótese postula que a maior permeabilidade intestinal frequentemente observada em autistas permitiria que grandes peptídeos - resultantes da digestão incompleta do glúten e da caseína - possam cruzar a membrana intestinal. Estes peptídeos poderiam atuar como os opióides produzidos naturalmente no organismo, entrando na corrente sanguínea e então alcançando o sistema nervoso central. Postula-se que o excesso de opióides no sistema nervoso central poderia produzir alguns dos sintomas observados em indivíduos autistas. Assim, a retirada do glúten e da caseína da dieta produziria a melhoria dos sintomas em alguns dos portadores.

Resultados dos Testes da Dieta

Os resultados de estudos científicos para investigar os efeitos da dieta SGSC na melhoria dos sintomas ainda são preliminares, uma vez que seria necessário ainda um maior número de participantes, bem como controles mais rigorosos da adoção da dieta pelos participantes e medidas diagnósticas padronizadas dos sintomas para que conclusões mais definitivas possam ser tiradas. Seguem abaixo os principais resultados:

- Em um estudo conduzido em 2003, o qual envolveu 50 crianças com autismo, revelou (através de análises sanguíneas) que um número significativo destas crianças tinham anticorpos contra o glúten (gliadina) e a caseína (ou seja, havia uma reação autoimune na presença destas substâncias)

- Em outro estudo envolvendo 20 participantes, demonstrou-se que embora mudanças tenham sido observadas nos dois grupos, o grupo de crianças autistas que adotou a dieta SGSC apresentou melhorias significativas no comportamento, cognição não verbal e coordenação motora em relação ao grupo de crianças que adotaram uma dieta padrão (com glúten e caseína).

- Finalmente, um estudo publicado no Journal of Autism and Related Disorders envolvendo 13 crianças e controles mais rigorosos analisou os efeitos da adoção da dieta por 12 semanas. Este estudo mostrou que, embora tenham sido observadas melhoras pontuais na linguagem e comportamento, não houveram diferenças significativas quando se comparam os sintomas do grupo de crianças seguindo - ou não - a dieta. É interessante notar, no entanto, que 7 das 13 famílias que participaram do estudo (e adotaram a dieta SGSC) notaram melhorias nos sintomas, diminuição da hiperatividade, melhoria na linguagem e menor frequência de comportamentos repetitivos (as quais, por seu caráter mais subjetivo, não foram consideradas pelos pesquisadores na análise dos resultados). Os autores reconhecem que um período mais longo do que 12 semanas possa ser necessário para que as melhorias se tornem mais aparentes.

Implementando a Dieta

Embora os resultados científicos ainda sejam preliminares e mais estudos ainda sejam necessários, a Dra. Elder considera que a dieta SGSC possa ser uma possibilidade promissora de tratamento. No entanto, ela enfatiza que as famílias e profissionais devem avaliar com muito cuidado todos os prós e contras da adoção da dieta antes de implementá-la:

1. A família terá condições de proporcionar à criança os alimentos sem glúten e sem caseína, frequentemente mais caros e difíceis de encontrar?

2. A família já considerou o tempo adicionais que será necessário para preparar a dieta especial?

3. Há compromisso, de pelo menos um dos familiares, de manter registros precisos da alimentação do portador e possíveis mudanças nos sintomas?

4. Será possível manter a adoção rígida da dieta pelo portador em casa, e mesmo fora dela (como por exemplo na escola, em viagens, etc)?

5. Qual o estado de saúde da criança? Como este será monitorado (isto é importante, pois há registros de perda óssea e deficiências de aminoácidos em crianças que seguiram a dieta SGSC, indicando que o estado nutricional da criança deve ser acompanhado e, em alguns casos, suplementos nutricionais e vitamínicos possam ser administrados)

6. A criança tem um repertório alimentar já restrito o qual, se limitado ainda mais pelo dieta, poderia comprometer seu estado nutricional?

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Quando introduzir a alimentação complementar para o bebê?

Esta é um dúvida muito comum a várias mães. O recém-nascido amamentado ao seio não necessita de nenhum tipo de alimento adicional, até os seis meses de idade.

Após esta idade, será preciso introduzir outros alimentos, gradualmente, na dieta da criança, primeiro para complementar o leite do peito e, progressivamente, para substituí-lo e adaptar a criança alimentação do adulto.

Alguns motivos podem fazer com que a introdução de outros alimentos seja antes, especialmente quando a amamentação precisa ser diminuída antes do seis meses. É o caso de mães que trabalham fora e de outras que precisam usar medicações. O pediatra deverá orientar este tipo de situação já que a introdução de outros alimentos deve respeitar a maturidade da criança.

A partir do sexto mês de vida a maioria das crianças está preparada para aceitar a alimentação pastosa. Nesta fase ocorre a maturação da função gastrointestinal e renal e o desenvolvimento neuromuscular. Aos poucos, a criança vai criando capacidade física e fisiológica para adaptar-se a diferentes alimentos, texturas e modos de alimentação.

A alimentação complementar ideal em termos nutricionais deve conter alimentos dos diversos grupos.

A primeira papinha deve ser de sal. Crianças que consomem primeiro a fruta desenvolvem preferência por sabor doce. Porém, toda a orientação deve ser discutida com o pediatra.

A primeira refeição de sal pode ser constituída de uma papinha grossa, cuja base seja arroz, batata ou inhame, acrescidos de hortaliças, de caldo de carne, leguminosa e um óleo vegetal. Do grupo das leguminosas podem ser usados caldo de feijão, purê de ervilhas e de lentilhas. As carnes devem ser oferecidas em caldos (boi e frango). As hortaliças devem ser cozidas e peneiradas. Alguns alimentos do grupo dos vegetais não devem ser usados, sobretudo os que possam conter agrotóxicos como tomates e pimentões.

Alimentos de sabor forte como cebola e alho, ervas e condimentos não devem ser usados. A amamentação deve continuar em livre demanda após o sexto mês de vida. Após a introdução da refeição de sal, frutas e sucos podem ser usados, especialmente nos intervalos da manhã e da tarde. Frutas como morango devem ser evitadas, assim como as ácidas (limão, abacaxi). Se possível, evite adicionar açúcar aos sucos. A laranja Lima pode ser uma excelente opção para se misturar a outros sucos, evitando assim adoçá-lo.

De forma geral, a rotina diária para crianças (a partir de seis meses) que irão introduzir pela primeira vez a refeição de sal deve ser da seguinte maneira:

  Pela manhã:  aleitamento materno em livre demanda
  Almoço (10-12h):  refeição de sal
  À tarde:  aleitamento materno
  Intervalo (17-18h):  aleitamento materno
  À noite:  aleitamento materno.

De acordo com orientação profissional os intervalos da manhã e da tarde serão substituídos por frutas e sucos.

No caso de mães que não podem amamentar nos intervalos da manhã e da tarde, um profissional deve ser consultado sobre a fórmula láctea a ser usada.

O jantar só deve ser introduzido por volta do nono mês.

A formação do hábito alimentar da criança começa com a introdução da alimentação complementar. Assim, a família precisa ficar atenta e garantir a melhor qualidade dos alimentos para a criança para que elas cresçam e sejam adultos saudáveis.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Dicas para a criança comer mais legumes

Fazer com que as crianças comam mais legumes nem sempre é tarefa fácil, por isso gostamos de todos os truques que o consigam fazer. Os purés de legumes podem ser uma excelente opção.
Neste estudo, realizado com crianças entre os 3 e os 5 anos, e publicado na edição de Julho do American Journal of Clinical Nutrition, diferentes purés de legumes foram incorporados em diferentes refeições. Não só as crianças consumiram a mesma quantidade de comida, como o consumo de legumes "visíveis" se manteve. Ou seja, o consumo de legumes "visíveis" e "escondidos" fez com que o consumo de legumes no total aumentasse consideravelmente.
  - comece a cozer legumes em pouca água e sem sal, e no final transforme-os em puré. Quando este puré estiver frio, congele-o em formas de gelo e vá acrescentando na elaboração das suas refeições.
  - porque não fazer um puré verde (acrescentando um legume verde), um puré cor de laranja (acrescentando cenoura, ou abóbora), ou mesmo um puré azul (acrescentando couve roxa)?
 - pode ainda fazer arroz de diferentes cores, basta para isso juntar os purés de legumes coloridos, que já congelou previamente.
 - caso a sua criança recuse os "coloridos", pode sempre optar pelo branco da couve flor ou o verde pálido do interior da abobrinha, para incorporar na elaboração do arroz.

Sopa no início da refeição – um hábito a manter

É importante o consumo de sopa pois é uma forma de ingestão de vegetais. As crianças são as que mais reclamam na hora de comer e há pais que acabam por ceder. Como tal, nunca é demais recordar que é importante que a sopa seja comida todos os dias ao almoço e jantar. Um artigo da revista Apetite, descreve que quando as crianças comem sopa no inicio da refeição ingerem menos comida no prato principal. Ao tornar a sopa um hábito no inicio da refeição, estamos a aumentar a ingestão de vegetais e a combater a obesidade já que as crianças vão acabar por comer menos. Ainda por cima se for incutida a ideia de que se deve mastigar devagar, melhor!
A ciência traz-nos muitas novidades, mas às vezes são precisos estudos para lembrar o que há muito já se sabe: comer sopa faz mesmo bem! E se desde criança começar este hábito, em adulto será fácil mantê-lo.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Lanches saudáveis na lancheira



Sugestões de cardápio

Segunda-feira:
Uma caixinha de vitamina
Uma bisnaguinha com requeijão
Uma maça

Terça-feira:
Uma caixinha de suco concentrado
Uma sanduíche (duas fatias de pão de forma com queijo branco)
Uma pêra

Quarta-feira:
Uma garrafinha de leite fermentado
Um mini bolo
Uma goiaba

Quinta-feira:
Uma caixinha de suco concentrado
Três bolachas sem recheio
Um queijo processado

Sexta-feira:
Uma caixinha de achocolatado
Uma bisnaguinha com peito de peru
Uma ameixa vermelha


Sugestões de cardápio

Segunda-feira:
Uma caixinha de vitamina
Uma bisnaguinha com requeijão
Uma maça

Terça-feira:
Uma caixinha de suco concentrado
Uma sanduíche (duas fatias de pão de forma com queijo branco)
Uma pêra

Quarta-feira:
Uma garrafinha de leite fermentado
Um mini bolo
Uma goiaba

Quinta-feira:
Uma caixinha de suco concentrado
Três bolachas sem recheio
Um queijo processado

Sexta-feira:
Uma caixinha de achocolatado
Uma bisnaguinha com peito de peru
Uma ameixa vermelha

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Erros que não devemos cometer na educação alimentar da criança


1. Dizer Sempre Sim: A criança sem limites vai abusar das calorias e das guloseimas. Devemos ter um dia por semana e situações em que podemos ser mais liberais.

2. Lanches Fora de Hora: Já dissemos que o ideal são 6 refeições diárias e evitar as beliscadas fora desses horários.

3. Oferecer Comida Como Recompensa: “ Coma toda a sopa para ganhar a sobremesa”. Passa a idéia de que tomar sopa não é bom e que a sobremesa é que é o máximo.

4. Ameaçar Castigos para Quem Não Cumpre o Combinado: “ Se não comer a salada, não vai ganhar presente”. Isso somente vai aumentar o ódio que a criança sente das saladas.

5. Brincadeiras na Mesa: Hora de comer é hora de seriedade, evitar fazer aviãozinho. Muito mimo é sinônimo de muita manha.

6. Ceder ao Primeiro Não Gosto Disso: a criança tem uma tendência a dizer que não gosta de uma comida que ainda não provou. Cada um pode comer o que quiser, mas pelo menos, experimentar não custa nada.

7. Substituir Refeições : Não quer arroz e feijão, então toma uma mamadeira. Esse erro é muito comum, e se a criança conseguir uma vez, vai repetir essa estratégia sempre.

8. Tornar a Ida a Uma Lanchonete, Um Programão : A comida de casa fica meio sem graça.

9. Servir Sempre a Mesma Comida : A criança só toma iogurte, então passa o dia todo tomando iogurte. Vai enjoar, vai faltar nutrientes, vai faltar fibras.

10. Dar o Exemplo : Não adianta mandar tomar sucos e somente beber refrigerantes.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Criança com sobrepeso ou obesas e o uso de adoçantes

Diversas pesquisas concluíram que a substituição do açúcar de adição e das bebidas adoçadas com açúcar por adoçantes e bebidas diet ajuda a evitar e desacelerar o ganho de peso em crianças, na faixa pré-escolar, com sobrepeso ou obesas.
Embora alguns estudos não demonstrem os mesmos resultados (alguns até observaram aumento do peso destas crianças), pesquisas revelaram que o excesso de peso em crianças se deve frequentemente ao consumo de cerca de 150 calorias extras por dia, sugerindo que pequenas mudanças de estilo de vida, como a substituição do açúcar por adoçante e a prática de atividades físicas, podem prevenir o excesso de peso desta população.
Além da recomendação dietética da substituição dos alimentos ricos em gordura e de “calorias vazias” (como salgadinhos, refrigerantes e balas) por alimentos ricos em fibras, vitaminas e minerais, a troca do açúcar pelo adoçante é uma medida bastante efetiva para reduzir a ingestão calórica tanto em adultos como em crianças. Um estudo mostrou que esta substituição foi responsável pela redução de aproximadamente 100 calorias por dia.
O açúcar de adição representa cerca de 20% da energia total proveniente da alimentação das crianças, sendo que um terço desta quantidade vem de bebidas adoçadas com açúcar (como sucos artificiais e refrigerantes), e de 56% a 85% das crianças em idade escolar bebem ao menos 240 ml deste tipo de bebidas por dia. Isto pode significar uma ingestão média de 55 a 190 calorias por dia a mais do que a de crianças que não consomem estes produtos.
Entretanto, especial atenção deve ser dada nestes casos, pois a ingestão diária aceitável é recomendada por quilograma de peso corporal e as crianças podem atingir rapidamente o limite máximo. Portanto, seu consumo de adoçantes para crianças deve ser feito por indicação de médico ou nutricionista.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Neofobia Alimentar Infantil

Para muitos pais a alimentação da criança é sempre uma preocupação. Em muitos lares, a hora de refeição se torna um momento tenso diante da recusa dos pequenos em ingerirem alimentos nutritivos e experimentarem o que é saudável.
Neofobia alimentar quer dizer medo de consumir alimentos novos, que de início são considerados estranhos. É mais comum em crianças com idade entre 1 e 7 anos, mas não significa que não vá acometer em adultos também.
Muitas vezes, as crianças rejeitam os alimentos sem nem mesmo prová-los. O que os pais precisam saber é que isso não quer dizer que a criança sempre vai recusá-los. Eles poderão ser aceitos em uma outra ocasião, desde que sejam oferecidos novamente. A maturidade do paladar das crianças não acontece da noite para o dia. Portanto não se pode desistir de oferecer o alimento à criança nas primeiras recusas. Insista, mude a apresentação do alimento se for o caso.
Os hábitos alimentares das crianças são formados desde pequenos, e os pais são os principais colaboradores para sua formação.
Os filhos tendem a optar por alimentos normalmente consumidos pelos pais e irmãos mais velhos. É preciso ressaltar que não se devem usar estratégias do tipo: “Come toda a comida que ganha sobremesa” ou “se não comer tudo, vai ficar de castigo”. Estes artifícios não vão fazer com que a criança coma o alimento porque gosta e sim porque vai ter algum benefício ou vai ser castigada se não comer. Estratégias como estas são causadoras das fobias alimentares desenvolvidas por crianças e que podem persistir durante toda a vida.
Alguns pais tendem a acreditar na idéia de que o filho precisa comer muito para estar bem nutrido. É preciso ficar claro que a criança come menos do que os adultos e que, quando ela come uma quantidade maior do que sua capacidade gástrica, a mesma pode perder o seu controle de fome e saciedade, o que poderá gerar problemas futuros.
Por esse motivo, é extremamente importante a educação nutricional, onde desde cedo as crianças aprenderão a importância de uma alimentação saudável e variada.
Portanto, opte por alimentos nutritivos na mesa da família. Varie o cardápio. Tire sempre um tempo para envolver o seu filho no preparo do alimento. A criança poderá experimentar alimentos novos sem traumas se ela ajudar a prepará-los.

sábado, 20 de agosto de 2011

Dicas de nutrição para a criança – Prevenção da doença cardiovascular


Abuse das cores e inclua legumes e vegetais diariamente. Para os pais que não dispõem de muito tempo, o melhor é deixá-los lavados e cozidos em recipientes plásticos, prontos para serem temperadas no momento de servir.
Substitua sobremesas ricas em açúcar e calorias por salada de frutas que podem ser cortadas com boleadeira, para atrair a atenção da criança.
        Dê preferência a carnes magras, frango e peixes. Insira no cardápio matinal fibra e produtos lácteos. Invista na criatividade e corte os sanduíches em formatos triangulares e prepare biscoitos em forma de estrelas.
Substitua o refrigerante pelo suco natural que podem ser servidos com canudinhos ou em copos coloridos.
Não ofereça lanches ou guloseimas para suprir a rejeição de uma refeição. A criança dará sinal de fome e irá recorrer ao alimento sugerido.
Sempre que possível faça as refeições em família para que a criança veja que as demais pessoas estão consumindo os alimentos recém-apresentados a ele, criando assim um exemplo a ser seguido.
Não faça chantagem e promessas, a criança ao invés de gostar do alimento poderá criar antipatia pela situação a qual ele foi imposto a ela.
Evite fazer refeições em frente à televisão, isso pode causar dispersão e perder o estímulo por novos sabores.
Conceder a criança uma vez por semana desfrutar do que gosta, ou seja, seu doce preferido, tomar refrigerante ou comer um lanche.
O consumo de doces e salgados em festas serão livres.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Lanche Escolar



A promoção de hábitos alimentares saudáveis no ambiente escolar tem sido recomendada por organismos internacionais, uma vez que tais hábitos devem ser solidificados desde a infância. A escola é o local ideal para estimular o consumo de alimentos saudáveis por meio da implementação de programas voltados à educação para a saúde, com ênfase nos aspectos alimentares e nutricionais.
OPÇÕES DE LANCHES SAUDÁVEIS
Exemplos de combinações de bebidas e preparações para lanches que não ultrapassam 250 a 350. kcal (valor ideal para o lanche da tarde).

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Como evitar o excesso de peso corporal em crianças

Algumas estratégias nutricionais, indicadas pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, são importantes para evitar o ganho excessivo de peso corporal das crianças. São elas:
Reduzir a ingestão de gordura, como margarina e frituras em geral; não refogar nenhum alimento com mais de meia colher de óleo e não oferecer carnes com excesso de gordura. O ideal é optar por carnes grelhadas ou assadas.
Evitar comprar alimentos de alto valor calórico e pobres nutricionalmente, como refrigerantes, salgadinhos de pacote, biscoitos (recheados ou amanteigados), doces, balas e chocolates, e não deixar que estes alimentos substituam arroz, feijão, batata, farinha ou macarrão, que são devem ser a base da alimentação brasileira.
Alimentos do tipo fast-food, como sanduíches ou pizzas, devem ser limitados. Os pais não devem tornar a ida a uma lanchonete ou pizzaria um programa muito especial, pois assim as refeições feitas em casa poderão ficar sem graça. Da mesma maneira, não devem oferecer doces ou guloseimas como prêmio ou recompensa, nem usar atividades físicas como castigo.
Evitar que a criança coma fora dos horários das refeições (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar). Caso a criança não esteja com fome ou não queira comer nestes horários, não se deve forçá-la, mas avisar que ela só poderá comer no horário da próxima refeição.
Evitar biscoitos, bolachas e pães nos intervalos das refeições. Nestes horários, dar preferência a frutas, leite e laticínios. A criança deve ser orientada a ingerir água frequentemente, de preferência fora do horário das refeições.
Incentivar o consumo de verduras e legumes e temperos naturais, como sal, limão, vinagre, orégano e azeite. Os pais não devem ceder à primeira reprovação que as crianças fazem a determinados alimentos, pois na maioria das vezes, elas dizem que não gostam antes mesmo de provar. O gosto da criança deve ser respeitado, mas ela deve experimentar o alimento algumas vezes, e em diferentes preparações culinárias, antes de excluí-lo do cardápio.
O cardápio de casa deve ser variado e atrativo. Pouca comida deve ser colocada no prato e, se a criança quiser repetir, ela poderá fazê-lo se esperar alguns minutos. As crianças devem praticar atividades físicas recreacionais diariamente por pelo menos uma hora, como andar de bicicleta, brincar com os amigos, passear com o cachorro, caminhar e realizar brincadeiras ao ar livre em geral. Já outras atividades como assistir televisão, jogar videogame ou outros jogos de computador devem ser limitadas. Um fator muito importante é que os pais dêem o exemplo, tanto com relação à dieta como na prática de atividade física.
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