Pesquisa


WebNeste site
Mostrando postagens com marcador Novidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Novidades. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Deliciosa Linha de Produtos Franceses – sem Glúten, sem Leite e sem Ovos – agora disponível no Brasil!

Acabam de chegar ao mercado duas novas linhas de produtos especiais para alérgicos, pessoas com intolerâncias alimentares e celíacos. Trata-se da Valpiform e da Taranis, duas linhas de produtos franceses distribuídos e vendidos agora no Brasil pela empresa CMW Saúde.

Todos os produtos são isentos de glúten. As novas linhas trazem produtos também com isenção de vários alimentos alérgenos como leite de vaca, soja, ovos, lactose e amendoim. As embalagens vêm com sinalização clara (utilizam ícones) dos alimentos que não estão presentes na composição.

Entre os quitutes estão cookies com pedaços de chocolate (sem glúten, sem leite, sem amendoim, sem soja), bolinhos Madeleine (sem glúten, sem leite, sem amendoim, sem soja), pão camponês (sem glúten e sem leite), bolacha salgada - tipo big tost (sem glúten, sem leite, sem ovos, sem amendoim, sem soja), macarrão penne (sem glúten e sem ovos), macarrão fusili (sem glúten e sem ovos), uma pasta de chocolate com avelãs e amêndoas (isenta de glúten e hipoproteica), bolos, torradas, minibaguetes, além de preparados para pães e massas diversas (sem glúten e sem leite).

As novas linhas também oferecem alimentos diferenciados para fenilcetonúricos e pacientes renais, que também tem restrição dietética e contam com uma oferta menor de alimentos isentos ou com teor reduzido de proteínas no mercado brasileiro. Dentre os produtos estão bombons, pães, massas, bolos e biscoitos, os quais também já podem ser adquiridos diretamente na loja online  da CMW Saúde.

Sobre celíacos e fenilcetonúricos

A doença celíaca é uma reação autoimune ao glúten (uma proteína presente no trigo, cevada, centeio, aveia e malte) em pessoas geneticamente predispostas. A doença não tem cura e seus portadores devem seguir rigorosamente, por toda a vida, uma dieta isenta de glúten.

A fenilcetonúria é um erro inato do metabolismo (EIM) caracterizado pela deficiência de uma enzima responsável pela metabolização do aminoácido fenilalanina. A fenilalanina está presente em alimentos ricos em proteínas como leite, queijos, carnes de todos os tipos, ovos e em alguns grãos como feijões, lentilha e soja, os quais, em excesso, podem tornar-se tóxicos e causar sequelas neurológicas. A doença é genética e pode ser diagnosticada precocemente por meio do Teste do Pezinho.

Sobre a CMW Saúde
A CMW Saúde & Tecnologia é importadora e distribuidora de alimentos para fins especiais e congêneres que compreende produtos para Erros Inatos do Metabolismo (EIM), alergias e intolerâncias alimentares e ainda fórmulas suplementares para diversas finalidades nutricionais e terapêuticas.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dieta Rejuvenescedora

Durante o II Congresso Brasileiro de Nutrição Integrada-CBNI/Ganepão, realizado de 14 a 16 de junho passado, em São Paulo, especialistas abordaram temas bastante interessantes, como o da dieta rejuvenescedora. 
A relação dos alimentos com o envelhecimento precoce e suas propriedades de manter a jovialidade por mais tempo foram explicadas pelo nutricionista Marcelo Ferro, responsável pelo setor de nutrição da clínica Healthy.
Todo mundo sabe que envelhecer é inevitável, mas o que muitos não sabem, é que hábitos irregulares ou equivocados na alimentação podem antecipar este processo. O macarrão, prato tão familiar no almoço de domingo, é um típico exemplo. Apesar de rico em carboidratos (componente alcalino), quando misturado ao molho de tomate (substância ácida), torna a digestão muito mais difícil. Obriga o organismo a gastar um elevado nível de energia, fato que pode enfraquecer drasticamente as células. Uma alternativa recomendável para quem não abre mão de uma massa é a troca do molho de tomate por alho e óleo, ou ainda por vegetais, como no Yakisoba, servido em restaurantes orientais.
Analisando já há alguns anos, a relação entre a combinação de alimentos de caráter ácido (carnes vermelhas, ovos e molhos) e alcalino (batata, mandioca e massas) com o envelhecimento precoce, Marcelo concluiu que  quando existe mistura entre esses dois tipos de proteínas, o organismo necessita de mais energia para a digestão. O fato faz com que haja um conflito digestivo e a célula fique defasada energeticamente.
Segundo o nutricionista, há evidências clínicas que indicam que quanto menos energia é gasta no processo digestivo, maior é longevidade. Com o acompanhamento de pacientes com fibromialgia encaminhados pelo grupo de dor do Hospital das Clínicas de São Paulo, foi possível observar que a dor muscular, típica desses casos, estava relacionada com a deficiência de ATP, substância que atua no armazenamento de energia.
- “Após adotar dietas regulares quanto ao consumo de componentes de digestão ácida e alcalina, percebemos que o processo de fabricação de ATP ficou mais rápido e os pacientes passaram a sentir menos dor”, Marcelo explica. Isto se aplica também a atletas olímpicos que, também demonstraram melhoras relacionadas ao potencial energético.
- Quando há combinação entre os dois alimentos, a enzima de um interrompe a ação do outro. O que fazemos, ao elaborar as dietas, é separar o consumo destes elementos a fim de permitir que o processo digestivo seja facilitado, conclui. Sua dica principal é que na hora da refeição, os alimentos alcalinos, ricos em amido (batata, mandioca, arroz, cereais e carboidratos), sejam digeridos nas entradas.
- Comece com eles e, depois, adicione as proteínas de origem animal (carnes e ovos). Alimentos neutros, como agrião, alface, chuchu e outros vegetais, podem ser consumidos tanto com amidos, quanto com proteínas de origem animal.  

TPM e Nutrição Clínica Funcional

Uma boa notícia para as mulheres (e cônjuges) que todo mês sofrem com a TPM: a Nutrição Clínica Funcional, uma especialidade derivada da nutrição tradicional, vem desenvolvendo uma série de estudos para identificar nutrientes e fitoterápicos capazes de resolver ou pelo menos atenuar o problema. Novidades sobre esse assunto serão apresentadas em setembro, em São Paulo, durante o I Congresso Internacional de Nutrição Clínica Funcional. Na ocasião, a Dra. Elizabeth Ayoub, do Rio de Janeiro, dará uma palestra sobre Nutrição e Fitoquímicos na Modulação da TPM.
Segundo a Dra. Elizabeth, a estratégia terapêutica é decidida de acordo com cada caso, levando-se em conta os aspectos hormonais, bioquímicos, dietéticos, emocionais, ambientais, além dos hábitos cotidianos. "A terapêutica deve ser global, na tentativa de restabelecer o equilíbrio como um todo e não apenas aliviar um sintoma. Como um primeiro passo, utilizamos os recursos adequados para fazer uma "detoxificação hepática", ou seja, a eliminação ou remoção de substâncias tóxicas do organismo pelo fígado. A função hepática é fundamental para a manutenção do equilíbrio hormonal", explica.
O tratamento adotado pela Nutrição Clínica Funcional varia de acordo com o tipo de TPM apresentado pela paciente. Hoje a disfunção é classificada em quatro grupos:

1. TPM tipo A: envolve sintomas como ansiedade, irritabilidade e tensão nervosa, com prevalência de 65 a 75%;

2. TPM tipo C: com prevalência entre 25% e 30%, se caracteriza por aumento de apetite (incluindo, principalmente, desejo de comer doces), fadiga, dor de cabeça e palpitações;

3. TPM tipo D: geralmente se manifesta com depressão, choro, letargia, insônia e confusão mental, ocorrendo em 25% a 30% das mulheres;

4. TPM tipo H: com incidência de 60% a 70%, e que pode causar retenção de líquidos, ganho de peso no período pré-menstrual, dores na barriga e nos seios.


No caso da TPM A, as recomendações terapêuticas e nutricionais compreendem uma suplementação de vitaminas do complexo B, vitamina E e magnésio. Alimentos ricos em fibras também são indicados. Deve-se restringir o consumo de açúcar, cafeína, laticínios e gordura animal.

Quem sofre de TPM C deve ter uma alimentação rica ou fazer uma suplementação de magnésio, ácido cis-linoleico, GLA (ácido graxo), cromo, zinco, além de vitaminas B6, B3 e C. É recomendável, ainda, reduzir o consumo de carboidratos, principalmente os refinados. O aumento de óleos ricos em cis-linoleico pode ser conseguido com o consumo de óleo de girassol e prímula. Na lista de vilões estão sal, doces, álcool, gorduras animais.

Já as mulheres com TPM D devem investigar níveis hormonais de estradiol, progesterona e androgênios; localizar origem de hiperandrogenismo; confirmar ou excluir possível intoxicação por chumbo; e excluir problemas psiquiátricos. No tratamento, são indicados aminoácidos, como, por exemplo, a Ltirosina pela manhã e triptofano à noite. Dependendo do caso, podem ser interessantes vitamina B6, magnésio e reposição estrogênica. Quando se faz necessária a reposição estrogênica, uma boa opção é um fitoterápico como a cimicífuga racemosa, também conhecida como Black Cohosh.

Finalmente, as portadoras da TPM H devem fazer uma suplementação de magnésio e vitamina B6 e, em alguns casos, de vitamina E associada ao zinco. A dieta deve ter redução moderada de sal e de carboidratos simples, e aumento de fontes de ácido linoleico e GLA.

Para a melhoria das funções intestinais, são recomendados fibras, como, por exemplo, o alginato, o psyllium e as sementes de linhaça. Dentre as opções fitoterápicas utilizadas na atenuação dos sintomas da TPM, destacam-se cardo mariano, que atua na reabilitação das células hepáticas e biliares; óleo de prímula, rico em ácidos graxos essenciais, como o GLA; e vitex agnus castus, um modulador hormonal natural. Outras boas opções são valeriana, que ajuda a reduzir a ansiedade e o estresse, e o orégano, usado com sucesso como digestivo, em resfriados e nos distúrbios menstruais.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

As novidades sobre os antigos vilões da alimentação

Café, ovo, gordura, chocolate... A ciência revela o lado bom e o lado ruim destes e de outros alimentos

Café
Vilão: Responsável pela riqueza do Brasil até a quebra da bolsa de Nova York em 1929, foi para o banco dos réus em 1978, quando a agência americana que controla alimentos e remédios questionou os efeitos da cafeína. que podia prejudicar a fertilidade, causar úlceras e gastrites e atrapalhar a absorção de cálcio, contribuindo para enfraquecer os ossos e aumentar a pressão arterial.

Mocinho: A reabilitação veio com a descoberta da presença de antioxidantes, capazes de bloquear os radicais livres, que acarretam distúrbios cardíacos. Japoneses revelaram que protege contra o câncer de fígado. Há evidências de que melhora a memória e a concentração, reduzindo o risco de doenças neurodegenerativas, como Parkinson. Pode evitar alterações de humor e depressão, de acordo com estudos da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Segundo médicos da Universidade Harvard, aumenta a sensibilidade à insulina, prevenindo o diabetes. Pode ajudar a emagrecer por ativar a queima de gordura.

Última palavra: Moderação. Em excesso, agrava úlceras, arritmias cardíacas, ansiedade e distúrbios do sono em pessoas predispostas.

Quantidade: Três xícaras por dia. Se for expresso, apenas uma. O filtro de papel reduz as concentrações de cafestol e kahweol, que aumentam o colesterol.


Ovo

Vilão: Em 1973, a Associação Americana do Coração limitou o colesterol a 300 miligramas por dia por causar distúrbios cardiovasculares. Como uma gema tem 215 miligramas, o ovo foi considerado uma bomba.

Mocinho: Pesquisas dos anos 90 o absolveram. Especialistas da Universidade Harvard provaram que o consumo diário não eleva a incidência de infartos e derrames. Mais de 100 estudos o inocentaram. "O ovo é fonte de proteína de alto valor biológico, vitaminas do complexo A, B, D, E e K e de micronutrientes como colina, fundamental para a memória e o aprendizado e talvez tão importante quanto o ácido fólico para a formação do sistema nervoso fetal", diz Ana Beatriz Leme da Fonseca, da VP Consultoria Nutricional, em São Paulo.

Última palavra: Ovos no café-da-manhã podem ajudar a emagrecer. Uma equipe da Universidade Estadual da Louisiana comparou mulheres em dieta. Metade fazia o desjejum com torradas. A outra consumia ovos mexidos. A perda de peso foi 65% maior no grupo dos ovos.

Quantidade: Um ovo por dia se a dieta é balanceada e o colesterol normal. Com taxas altas, três por semana.
Gordura

Vilão: Doenças do coração foram associadas ao alto consumo de gorduras saturadas (encontradas em carnes vermelhas e no leite) pelo clássico Estudo dos Sete Países, que avaliou finlandeses, italianos, iugoslavos, holandeses, gregos, americanos e japoneses nos anos 60 e 70. Depois, a descoberta de que a gordura fornece mais calorias (9 por grama, contra 4 do carboidrato e 5 da proteína) fez com que ela levasse a culpa pelo avanço da obesidade.
A manteiga teve seus dias de marginalidade. Para aposentá-la, os cientistas adicionaram hidrogênio aos óleos vegetais e criaram a margarina. Nesse processo, usado para produzir sorvetes, bolachas recheadas e salgadinhos crocantes, a estrutura química do óleo vegetal adquiriu uma ordem rara na natureza. Daí o nome de gordura transversa, que é dez vezes mais nociva que a saturada. A indústria brasileira foi obrigada, em 2006, a informar na embalagem a existência da trans na receita. Graças a isso, ela já foi banida de 85% dos produtos.

Mocinho: Totalmente absolvida a gordura não foi, mas os cientistas viram que ela é útil na formação de membranas celulares e de hormônios, além de ajudar na absorção de vitaminas e nas funções intestinais. Mais: A carência ocasiona irregularidades no ciclo e no fluxo menstrual.
As pesquisas localizaram tipos diferentes e nem todos fazem mal. Por décadas, a gordura saturada foi considerada a pior para o coração, por isso se propôs a substituição dela pela poliinsaturada (de óleos vegetais), que não oferece o mesmo risco. Ou pela monoinsaturada, como o azeite: o consumo regular diminui a incidência de doenças cardiovasculares. Mas quem alertou sobre a excessiva satanização da gordura foi o epidemiologista Walter Willet, da Escola de Saúde Pública de Harvard. Willet provou que as campanhas para tirar a gordura da mesa mais o lançamento de centenas de produtos "magros" não derrubaram os índices de obesidade e de doenças associadas nos Estados Unidos.

Última palavra: De longe, a trans é a mais perigosa para o coração e deve sair do cardápio. Use a manteiga com moderação. Azeite e óleos poliinsaturados continuam em alta, mas só devem ser adicionados à comida depois de pronta, para evitar que se oxidem em altas temperaturas.

Quantidade: A gordura fornece de 25 a 30% do total diário de calorias. Duas colheres de sopa de azeite por dia já bastam.

Açúcar

Vilão: As críticas começaram em 1975 com Sugar Blues, do jornalista americano William Dufty. O livro culpava o açúcar de provocar diabetes, alergias, fadiga, dores de cabeça e depressão. Foi massacrado por cientistas. Até que estudos confirmaram algumas teses de Dufty, 20 anos depois, caso das dietas de Atkins e de South Beach, que cortam os carboidratos, dos quais o açúcar é o maior representante.

Mocinho: Nosso primeiro produto de exportação, o açúcar é fonte de energia rápida e barata, útil ao crescimento e à atividade cerebral. Por ser menos calórico do que a gordura, o açúcar ficou em segundo plano enquanto ela virou a grande responsável pelo avanço da obesidade.

Última palavra: Em excesso, engorda. Eleva, de forma rápida, os níveis de glicose no sangue e acarreta alta liberação de insulina, sintetizada pelo pâncreas para garantir a chegada da glicose às células. Só que insulina demais estimula o corpo a armazenar gordura, aumenta o colesterol e desregula o pâncreas. Resultado: cresce o perigo de doenças cardiovasculares. Os picos de insulina levam à produção de radicais livres, que destroem tecidos e provocam o envelhecimento. São indicados os açúcares complexos, de frutas. Digeridos devagar, trazem vitaminas e minerais, não encontrados no refinado.

Quantidade: No máximo 4 colheres (chá) diárias. Cada colher (sachê) equivale a 5 gramas e fornece 20 calorias.

Carne

Vilão: Caiu em desgraça depois do Estudo dos Sete Países, que observou maior incidência de doenças do coração em populações que comiam muita carne vermelha, fonte de gorduras saturadas. Nessa época, a "inimiga do coração" começou a sair do cardápio.

Mocinho: A revisão publicada na revista Science em 2001 concluiu que a condenação foi precipitada. Não havia estudos com cortes magros. Seus benefícios foram reconhecidos: rica em proteínas (possui aminoácidos), fornece ferro, zinco e vitaminas B6 e B12. Muitos desses nutrientes não se encontram facilmente em outros alimentos. A carência leva à anemia e a problemas de crescimento.

Última palavra: Nos últimos 25 anos, a criação dos rebanhos, especialmente dos suínos, evoluiu, reduzindo gorduras e colesterol.

Quantidade: Cem gramas de corte magro três vezes por semana.


Sal

Vilão: A ingestão exagerada leva à retenção de líquido, prejudica a tireóide e aumenta a pressão arterial, fator de risco para infartos e derrames. Estudo publicado em 1988, o Intersalt, avaliou mais de 10 mil pessoas em 32 países e concluiu que a pressão arterial é mais baixa entre os que ingerem pouco sal, caso dos índios ianomâmis, no Brasil.

Mocinho: Realça o sabor e ajuda a conservar os alimentos. No Brasil, o sal foi escolhido como veículo para reposição de iodo, a fim de prevenir o bócio, a alteração da glândula tireóide. "Está presente em todos os tecidos humanos - por isso o suor e a lágrima são salgados, participa da transmissão de impulsos nervosos e ajuda a regular a passagem de líquidos pelas membranas celulares", diz a nutricionista Lara Cunha.

Última palavra: As restrições diminuíram desde a descoberta de que algumas pessoas têm níveis normais de pressão, mesmo abusando do sal, devido a fatores genéticos. "Devemos dosar o sal e diminuir os embutidos, enlatados e conservas", afirma o médico Daniel Magnoni.

Quantidade: Duas colheres (café) rasas por dia (4 gramas). O brasileiro consome três vezes mais: 12 gramas.


Chocolate

Vilão: O efeito deletério à silhueta foi o que mais pesou contra a delícia que maias e astecas consideravam o alimento dos deuses. Isso porque a maioria dos chocolates contém altos teores de gordura e açúcar, que levam ao ganho de peso. Uma barra de 100 gramas de chocolate ao leite fornece em média 530 calorias.

Mocinho: No fim dos anos 90, foram encontrados nele flavonóides, antioxidantes capazes de proteger o coração e prevenir diabetes. Contém substâncias moduladoras do humor e magnésio, mineral cuja falta favorece a tensão pré-menstrual. Pesquisadores da Universidade de Colônia, na Alemanha, constataram redução da pressão arterial em quem consumia 6 gramas diários. Outro trabalho de 2007 verificou queda nos níveis de colesterol. Os estudos se referem ao chocolate amargo, que apresenta mais cacau e menor teor de açúcar e gorduras.

Última palavra: Consumido em pequenas doses diárias, ajuda no combate à compulsão por doces.

Quantidade: Uma barra (30 gramas) de chocolate amargo (80% de cacau) por dia. Tem 184 calorias e não compromete a saúde.

sábado, 17 de setembro de 2011

Physalis na mesa dos brasileiros


Aqui no Brasil pode ser juá, joá e camapum, até saco-de-bode, mas o original é Physalis angulata. Esses são os nomes atribuídos a uma fruta que pode ser encontrada na região dos Andes e também na Amazônia. Seu consumo é maior na Colômbia, região onde se atribui sua origem junto com a região amazônica. Na Colômbia é conhecida por Uchuva, na Europa, onde também é apreciada, é conhecida pelo nome Physalis (lê-se fisális). O japão também possui a fruta e lá chama-se Hosuki.
No Brasil ela é bastante comum no norte e no nordeste e agora está sendo colocada à mesa da região centro-sul do país. E não é só pelas características medicinais. Além de ajudar no combate de diversos problemas como diabetes, doenças de pele, problemas na bexiga e nos rins, também contribui para melhorar a qualidade do sangue, refinando-o. A physalis ainda possui vitaminas A e C e também fósforo e ferro. Atualmente está sendo estudada na ajuda para a imunidade do organismo, colaborando com a diminuição da rejeição a órgãos transplantados.
Contudo o que chama a atenção de chefs e restaurantes é sua beleza e também sua versatilidade. Por exemplo, para a chef Gabriela Paludo, do restaurante Bella Banoffi em Curitiba, a fruta “contrasta muito bem com chocolate, pois tem uma cor alaranjada”.
A physalis, apesar de não ter parentesco com frutas doces, mas sim com o tomate e a berinjela ajuda em sua versatilidade na cozinha. Tal proximidade biológica ajuda na elaboração de pratos salgados como o Foie Gras com geléia de Physalis preparado pelo Chef Patrick Ferry, do Sofitel São Paulo Ibirapuera, que também prepara o Duo de carpaccio de mini cereja e physalis. Segundo ele, quando teve o primeiro contato com a fruta era em pratos doces: "Eu já utilizava Physalis na Europa e nos Emirados Árabes, mas muito mais em chocolate e sorvetes. Hoje, uso também em outros pratos salgados ".
Por ser muito exótica, a fruta acaba servindo muitas vezes como decoração, como o caso do restaurante La Grassa, em São Paulo, que a coloca na Torta Della Nonna para enfeitar. Fechada dentro de uma película bem fina, geralmente verde ou amarronzada a fruta parece guardar um segredo por baixo daquelas folhas. Ao abrir, a cor alaranjada da fruta chama atenção e o acabamento final fica parecido com uma flor.
Sabores
O sabor, um pouco diferente para quem está esperando algo doce como uma uva ou morango, passa por algo próximo ao tomate. No início um azedo peculiar, mas não ruim, é marcante. Logo em seguida a lembrança de algo próximo aos tomates.
Entretanto, não é por essa proximidade de sabor que a physalis perde suas características doces. A fruta é mais comum em sobremesas do que em salgados, podendo até ser encontrada em geleias como a da marca Queensberry.
O Octavio Café e Bistrô conta com a fruta para acrescentar charme à Torta virada de banana, crocante de caju, sorvete de creme e calda de café e à Panna Cotta, frutas frescas e calda de maracujá.

Onde achar a fruta?
Em São Paulo consegui encontrar facilmente no Santa Luzia e uma bandeja com 100g custou cerca de R$10, o que rende pelo menos umas quatro caipirinhas e algumas degustações à parte. Já o chef Patrick Ferry compra a fruta no “Ceasa e no Mercado Municipal, onde vou duas vezes por semana para selecionar os produtos especiais para desenvolver meus Menus”. A geleia eu infelizmente não pude encontrar para provar.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Embalagens comestíveis e mais seguras

Uma equipa de investigadores da Universidade do Minho (UM) desenvolveu uma embalagem "inteligente", que pode ser comida ao mesmo tempo que é capaz de aumentar o ciclo de vida natural dos alimentos
Esta inovação denominada Nanopacksafer aplica a nanotecnologia às embalagens e está a ser desenvolvida no âmbito do projecto internacional Nanopacksafer pelas universidades do Minho (IBB/CEB e Centro de Física), Aveiro, Vigo, País Basco, Complutense de Madrid e Centro de Investigação Valenciano IATA-CSIC.
O projecto pretende desenvolver embalagens alimentares com melhores propriedades antimicrobianas, mecânicas e térmicas, através de nano-revestimentos edíveis (proteção comestível), filmes não-edíveis e nano-partículas.
Os dispositivos permitirão também a monitorização efetiva das propriedades do alimento. Por exemplo, será possível verificar facilmente a qualidade da carne, do queijo ou da fruta através de "sinais" de nanossensores incorporados no próprio revestimento. A camada finíssima poderá também ser comestível sem que ocorram alterações no sabor dos alimentos.
Segundo José Teixeira, especialista em tecnologia alimentar e responsável por esta investigação, o trabalho feito pela equipa que lidera permitirá o "controle da atmosfera interna do invólucro, a libertação controlada de moléculas com atividade antimicrobiana, antioxidante ou de captura de oxigénio, bem como o uso de nano-hidrogeis poliméricos, que libertam determinados ingredientes em resposta às condições ambientais".
Estas embalagens inteligentes funcionais vão aumentar a proteção dos alimentos e prolongar o seu ciclo de vida.
Apesar de a tecnologia estar a suscitar o interesse de várias empresas, havendo mesmo a expectativa de a invenção chegar ao mercado em breve, José Teixeira admite que "os custos materiais e humanos associados continuam muito elevados". O investigador realça igualmente que a procura por alimentos cada vez menos processados e mais naturais está a aumentar, pelo que, o percurso para a implementação das embalagens "inteligentes" ainda é longo.

Novidades em Nutrição Funcional


Segundo informações disponibilizadas pela empresa, “Cerca de 65% do óleo de coco é constituído por Triglicerídeos de Cadeia Média (TCM), os quais, de acordo com pesquisas, auxiliam na redução nos níveis de  lipoproteína, colesterol e triglicerídeos. Eles também diminuem as chances de desenvolvimento de doença aterosclerótica, auxiliam no aumento dos níveis de energia e redução de gordura abdominal, podendo ajudar na prevenção da obesidade, além de aumentarem a capacidade antioxidante geral do organismo e atuarem na prevenção do envelhecimento cutâneo. O óleo de coco virgem é importado pela Dr. Orgânico e pode ser consumido em saladas, em receitas como substituto de outros óleos, ou até consumido sozinho, antes ou após as refeições.


Pilicis é um alimento em forma de gel contendo 50% de Cranberry desidratada.
A cranberry (ou Oxicoco, em português) vem sendo utilizada para a prevenção das infecções urinárias e cistites reincidentes, com ação comprovada por muitos estudos científicos e reconhecida pelas autoridades de saúde tanto na Europa quanto nos  EUA.
A fruta contém um componente exclusivo bem frágil, a ProAntoCianidina de tipo A, que impede a fixação das bactérias nas paredes do trato urinário e bexiga, fazendo com que sejam eliminadas na urina antes que possam se fixar e provocar a infecção.
Foi demonstrado em estudos publicados no exterior que a dose de 36 mg de PAC (seja 2 g da fruta desidratada) ajuda a prevenir a reincidência de infecções urinarias. No Brasil não existe a fruta fresca nem o suco natural, somente sucos industrializados cujo processo de industrialização destrói pelo menos parcialmente a PAC. O processo de desidratação da fruta e de fabricação do gel garante a qualidade nutricional e a conservação de todas as propriedades da fruta.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Nutrigenômica: uma dieta só para você



A ciência já começa a usar dados do mapeamento genético humano para criar cardápios personalizados. Além de ajudar no emagrecimento, o recurso pode prevenir e tratar doenças identificadas nos genes de cada indivíduo
Há cerca de dez anos, pesquisadores estudam a interação entre o genoma humano e os nutrientes dos alimentos, com o objetivo de promover a saúde por meio de uma dieta geneticamente personalizada. Esta nova e promissora ciência é denominada Nutrigenômica. Por causa dela, em um futuro próximo, quando você for consultar um médico ou um nutricionista, deverá apresentar o seu mapa genético. Imagine, então, o quanto precisos e eficazes serão os diagnósticos e os tratamentos propostos por esses especialistas, depois de terem checado, nesse documento, como o seu metabolismo e todo o seu organismo responde, exatamente, a cada nutriente ingerido.
Munidos desses dados, eles poderão prescrever uma dieta exclusiva, para você emagrecer sem muito esforço, ser mais ativo nas tarefas do dia a dia e, de quebra, não desenvolver câncer, diabetes, doenças cardiovasculares... A boa notícia é que o caminho para chegar ao cardápio perfeito está bem próximo. Isso será uma realidade em alguns anos, graças aos avanços desta ciência.

Afinal, o que é isso?
A Nutrigenômica considera os estudos de interação funcional e dos componentes dos alimentos com o genoma, no nível molecular, celular e sistêmico, e tem por finalidade auxiliar a prevenção e o tratamento de doenças, por meio da alimentação. Essa ciência sugere que todas as soluções para se viver mais e melhor estão em um cardápio alimentar capaz de interferir na atuação dos genes de cada pessoa. Como o genoma de cada indivíduo é único, cada pessoa terá uma dieta personalizada. Na prática, os alimentos passariam a ser receitados, literalmente, como remédios. Porém, para que isso se torne realidade, é preciso, antes, que se entenda melhor de que forma os compostos bioativos dos alimentos interagem com nosso genoma.

Esta ciência sugere que o caminho para viver mais e melhor está em um cardápio personalizado capaz de interferir diretamente nos genes
Para isso, é preciso decifrar o código genético de cada indivíduo. Ele contém todas as informações necessárias para a manutenção do corpo humano. Nele, é possível identificar, por exemplo, uma tendência patológica adormecida, mas que pode se manifestar em algum estágio da vida. Essas doenças não estão propriamente descritas em nossos DNAs, como o gene do diabetes" ou "o gene do câncer de mama.
Mas sabemos que o surgimento de algumas doenças crônicas está relacionado à alimentação, ao comportamento e, também, a fatores externos, como uma zona contaminada por algum agente químico. O trabalho da Nutrigenômica, então, é o de identificar os genes que, se ativados, poderão desencadear os processos que levam ao desenvolvimento dos mais diversos males. Feito isso, será possível evitar ou anular esses mecanismos pelo simples ato de comer o alimento cuja propriedade atue diretamente no gene controlador.

A Nutrigenômica vai colaborar para que pessoas obesas consigam lutar contra a balança, sem precisar recorrer à cirurgia bariátrica

É a singularidade biológica que faz com que as substâncias tenham efeitos variados em cada pessoa. É o caso que faz com que uma mesma dieta, que funciona bem para alguns, não ajude outros a perder um quilo, sequer. Entre as comprovações já alcançadas por esta ciência está a de que cada ser humano tem um gene específico que regula a forma como o corpo vai queimar calorias.
O caminho para o corpo mais bonito (e saudável) reside na ativação desse mecanismo. Esse novo horizonte ajudará as pessoas a manterem a forma. Acredito que a dieta personalizada vai colaborar para que pessoas obesas consigam lutar contra a balança, sem precisar recorrerem a uma intervenção agressiva e de risco, como é o caso da cirurgia bariátrica. Além de uma alimentação ajustada ao perfil genético de cada indivíduo, a Nutrigenômica indicará qual deverá ser o comportamento mais adequado para grupos de pessoas, seja uma pequena comunidade ou uma nação inteira, de acordo com os hábitos alimentares de cada região.

Os nutrientes interagem
O Projeto Genoma, que foi concluído em 2003 graças a um esforço global, mapeou toda a sequência de genes humanos. Hoje, o esforço de pesquisadores da Nutrigenômica é identificar e validar todos os genes cuja expressão possa ser modificada por componentes alimentares, para que esses alimentos sejam incorporados a estratégias nutricionais que visem melhorar a saúde e prevenir a doença - e, assim, descobrir a dieta ideal para cada ser humano, e os alimentos que podem influenciar positivamente a nossa herança genética. O desafio é grande. Foram relacionados mais de 30 mil genes distintos nos 23 pares de cromossomos que o ser humano possui.
O exemplo mais clássico de Nutrigenômica é o acúmulo da enzima fenilalanina no sangue, responsável pelos danos no cérebro em pacientes com fenilcetonúria (PKU). Por isso, os bebês acometidos por essa doença genética são submetidos imediatamente a uma dieta especial, pobre em fenilalanina. Há 50 anos, não eram os testes genéticos que mostravam isso. Mas, hoje, a doença e a prescrição dietética se encaixam perfeitamente na Nutrigenômica. De acordo com ela, cerca de mil genes humanos ligados a doenças já foram identificados, assim como os nutrientes que têm ação sobre eles.

Quem já está estudando o assunto
Nos EUA, em alguns países da Europa, na Austrália e no Canadá, as pesquisas em Nutrigenômica estão avançadas. nessas nações, alguns pacientes com predisposição genética já seguem dietas específicas para agirem sobre os genes que predispõem ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes do tipo 2 e alguns tipos de câncer. Em outubro de 2006, a food and drug administration (fda), nos eua, criou a uma divisão especial para as pesquisas na área. Este evento representou um marco para a área de Nutrigenômica, considerando que o governo norte-americano não somente reconhece a importância da personalização, mas, também, porque inclui esse tipo de nutrição como uma medicina. no Brasil, a comunidade científica ainda não recebe verbas suficientes para patrocinar as pesquisas necessários para o desenvolvimento desta ciência. assim, no país, os estudos que realmente tratam de Nutrigenômica consistem de poucos e pequenos projetos, ainda sem resultados significativos.

O que a ciência já sabe
Segundo uma pesquisa norte-americana, variações no gene APOA1 (apolipoproteína A1) afetam, de forma diferente, os níveis de colesterol bom (o HDL). Até então, os cientistas acreditavam que toda pessoa que adotasse uma dieta rica em ácidos graxos poli-insaturados (ômega-3 e ômega-6), conseguiria aumentar as taxas do HDL e, consequentemente, afastar os riscos de doenças cardiovasculares. Agora, já se sabe que não é bem assim. Algumas mulheres com determinada variação nesse gene podem ter uma resposta oposta ao consumo dos nutrientes. E baixar os níveis do bom colesterol não faz bem à saúde.
Os pesquisadores também descobriram quais são os genes que predispõem o organismo a consumir mais calorias, quais são os que influenciam as preferências alimentares por cafeína e doces, por exemplo, e quais favorecem as infecções no tecido adiposo - uma das maiores causas da obesidade. Assim que conhecermos todos os componentes alimentares que interagem com esses genes, teremos um caminho para controlar o apetite, a absorção de nutrientes, entre outros aspectos envolvidos na digestão.
A Nutrição atual procura balancear os nutrientes nas dietas, respeitando, quando possível, as preferências e os hábitos alimentares de cada pessoa. Com a Nutrigenômica, tudo isso muda, pois os profissionais terão que personalizar ao máximo a alimentação, como se estivessem montando um quebra-cabeça, com peças que se encaixam e outras para descartar.

Gene: o que é isso?
O corpo humano é formado por cerca de 100 trilhões de células. no núcleo de cada uma delas estão 23 pares de cromossomos, cada um com uma fita dupla (DNA), composta por quatro substâncias químicas denominadas bases nitrogenadas: adenina (A), que sempre forma par com timina (T); e citosina (C), que só se une à guanina (G).
As diferentes combinações destas substâncias - que chegam a mais de 3 bilhões, em cada célula - determinam o código genético de cada ser vivo.
O gene é uma unidade do DNA que contém informações para uma determinada característica hereditária. ele também instrui as células a fazer a síntese das proteínas. estas são as operárias do corpo, atuando na produção de tecidos, na digestão de alimentos e na defesa do organismo.

Próximos do prato ideal?


Já existem algumas empresas que oferecem, via internet, serviços de genômica preditiva, estabelecendo relações entre o padrão genético individual e o estilo de vida, incluindo a atividade física e a alimentação. No entanto, considerando o estágio de desenvolvimento da área, e a necessidade do acúmulo de mais conhecimentos científicos, a disponibilização de tais serviços é, ainda, prematura.
Uma série de programas colaborativos, focando a interação entre genes e nutrientes, foi iniciada, nos últimos três anos. Os pesquisadores em Nutrigenômica, seja individualmente, em grandes centros de pesquisa, ou em programas multi-institucionais, reconhecem a necessidade do desenvolvimento de novas práticas, fomentando colaborações internacionais e o uso comum de banco de dados. Baseado na concretização destas expectativas, surge o conceito de Nutrição Inteligente, que promete revolucionar não só a Nutrição, mas todas as áreas ligadas às ciências da saúde. Hoje, a ciência praticamente duplica o conhecimento adquirido em um ano. Acreditamos que, em dez anos, a Nutrigenômica será uma realidade na vida das pessoas.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...