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sábado, 24 de setembro de 2011

Receitas com Mirtilos

O Mirtilo é um fruto de sabor agridoce que combina tanto com pratos doces como salgados. Além de consumir in natura, experimente incrementar o sabor de suas receitas com o exótico sabor do Mirtilo.



Torta de MIRTILO
- 2 ovos
- 2 copos de MIRTILO
- 1/2 copo de açúcar
- 1/2 copo de manteiga
- 1 copo de farinha de trigo
- 1 colher (sopa) de açúcar de confeiteiro
- 1 colher (sopa) de leite
- 2 colherzinhas de fermento em pó
Modo de Preparo:
Bata na batedeira o açúcar e a manteiga, adicione a farinha, o fermento e os ovos. Misture bem. Unte uma forma de abrir e despeje nela a massa e cubra com os MIRTILOS. Leve para assar até que fique dourado (20 a 25 min). Retire da forma deixando o lado com os MIRTILOS para cima. Espere esfriar. Misture o açúcar de confeiteiro com o leite e coloque sobre a torta.



Sorvete de MIRTILO
-1 pacote de gelatina sem sabor
-1/2 copo de leite frio
-1/2 copo de leite fervendo
-2 copos de mirtilo
-3/4 copos de açúcar
-2 copos de creme de chantilly.
Modo de Preparo:
Despeje a gelatina sem sabor sobre o leite frio e espere de 3 a 4 minutos. Adicione o leite quente e mexa devagar por aproximadamente 2 minutos até que a gelatina se dissolva completamente. Adicione o MIRTILO amassado e o açúcar , mexa em alta velocidade até misturar bem. Despeje em uma tigela e junte o creme de chantilly, misture e deixe no freezer por no mínimo 03 horas para pegar consistência.


Muffins de MIRTILO
-1/4 copo de manteiga
-2 ovos
-1/2 colher de chá de sal
-1 xícara de açúcar
-2 xícara de farinha de trigo
-2 colheres de chá de fermento
-1 colher de chá de baunilha
-1/2 copo de leite
-2 xícaras de mirtilos frescos ou congelados
Modo de Preparo:
Preaqueça o forno.
Unte as formas com manteiga e farinha.
Bata junto a manteiga, os ovos, o sal e o açúcar.
Misture a farinha com o fermento com a primeira mistura, alternando com o leite. Acrescente a baunilha e os mirtilos.
Coloque em formas de muffins e asse por 25 minutos.



Mousse de MIRTILO
- 1 lata de leite condensado
- 1 lata de creme de leite
- 1 copo de MIRTILOS
Modo de Preparo:
Bata no liquidificador os ingredientes e leve à geladeira para resfriá-lo antes de servir.



Suco de MIRTILO
- 1 copo de MIRTILOS
- 1 litro de água
- gotas de limão
Modo de Preparo:
Liquidifique os MIRTILOS com a água. Se desejar adoce e adicione gotas de limão para acentuar o sabor do MIRTILO.



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Controle Integrado de Pragas na Cozinha

A presença de pragas nos estabelecimentos de alimentos compromete a qualidade higiênico-sanitária dos alimentos, transmitem doenças aos clientes e trabalhadores, e revelam que os procedimentos de boas práticas de manipulação não estão sendo adotados.
As pragas urbanas mais importantes para quem trabalha no ramo da alimentação são as baratas, moscas, formigas e roedores (camundongos, ratos e ratazanas).

Em relação ao risco à Saúde Pública, as baratas domésticas são vetoras na carreação de microrganismos patogênicos, através do seu corpo e patas, sendo responsáveis, principalmente, por doenças de natureza gastrointestinais, conjuntivites, infecções urinárias, toxinfecções alimentares, alergias, verminoses, micoses, protozooses.. Os roedores urbanos estão vinculados às conhecidas doenças transmitidas ao homem, destacando-se: leptospirose, salmonelose, hantavirose, peste, além de sarna e micoses. As moscas são fortemente atraídas por restos orgânicos em decomposição, fezes de animais ou humanas e ao pousar em superfícies domésticas, utensílios ou em humanos, veiculam agentes patogênicos em suas patas, disseminando-os e transmitindo várias doenças, principalmente, distúrbios gastrointestinais. Apesar de não serem repugnantes, as formigas possuem um potencial de contaminação semelhante às baratas, pois também são condutoras mecânicas de agentes patogênicos, como vírus, bactérias e fungos.

As pragas urbanas invadem as cozinhas na busca por alimento, água e abrigo. O Controle Integrado de Vetores e Pragas Urbanas é um sistema que incorpora ações preventivas e corretivas destinadas a impedir o acesso e a proliferação de vetores e pragas urbanas. O objetivo é minimizar o uso abusivo e indiscriminado de praguicidas. É chamado integrado porque é composto por uma seleção de métodos de controle e o desenvolvimento de critérios que garantam resultados favoráveis sob o ponto de vista higiênico, ecológico e econômico. A aplicação de produtos só deve ser realizada quando adotadas todas as medidas de prevenção, só podendo ser utilizados produtos registrados no Ministério da Saúde.

Os fatores que propiciam a proliferação de pragas são conhecidos por 4AS: alimento, água, abrigo e acesso.
Aqui vão algumas dicas:

Eliminando fontes de água e alimentos

. Conservar os alimentos em recipientes bem fechados ou na geladeira.

. Limpar diariamente o fogão (principalmente gavetas) e embaixo da geladeira.

. Limpar quinzenalmente caixas de gordura, mantendo-as bem fechadas.

. Remover o lixo diariamente, quantas vezes necessário, devidamente tampados e ensacados. Os sacos de lixo devem ser colocados em lugares altos próximo à hora da coleta. Lavar periodicamente a lixeira, mantendo-a seca e fechada.

Eliminando abrigos

. As áreas internas e externas do estabelecimento devem estar livres de objetos em desuso ou estranhos ao ambiente, sem entulhos, materiais empilhados(madeira, canos, telhas), com mato e grama devidamente aparados.

. Limpar freqüentemente de armários, principalmente aqueles com pouco uso e/ou muito entulhados.

. Embalagens de papelão ou madeira usadas para transporte de alimentos devem ser descartadas.

. Vedar todos os orifícios, aberturas ou frestas nas paredes.

Eliminando o acesso

. As portas e as janelas devem estar ajustadas aos batentes.

. As aberturas externas das áreas de armazenamento e preparação de alimentos, inclusive o sistema de exaustão, devem ser providas de telas milimetradas. Proteger vãos sob as portas com rodinhos de borracha.

. Os ralos devem ser do tipo abre e fecha para serrem fechados quando em desuso.

. Manter tampas bem ajustadas ou telas milimétricas em conduítes elétricos, canalizações de águas pluviais, interruptores de luz, saídas de telefones, etc...

. Vedar adequadamente fossas sépticas, assépticas, instalações hidráulicas e rede de esgoto.

Quando a adoção das medidas preventivas não forem suficientes para eliminar as pragas e for necessário o uso de produtos químicos, deve-se contratar uma empresas especializada em  controle de pragas. Ao contratar uma empresa solicite a Licença de Funcionamento emitida pela Vigilância Sanitária. A empresa especializada deverá ter um responsável técnico devidamente habilitado.

As Empresas deverão fornecer aos clientes, comprovantes de execução de serviço contendo no mínimo, as seguintes informações: nome do cliente; endereço do imóvel; pragas alvo; grupos químicos dos produtos utilizados; nome e concentração de uso do princípio ativo e quantidade do produto aplicado na área; nome do responsável técnico com o número do seu registro no Conselho correspondente; número do telefone do Centro de Informação Toxicológica mais próximo e endereço e telefone da Empresa Especializada.

Alimentação na gestação e lactação

Ao longo dos últimos 150 anos ocorreram alterações significativas no ciclo de vida da mulher. A diminuição da idade média para o estabelecimento da menarca aparentemente se estabilizou em torno de 12,5 anos. A idade média da menopausa é maior que 50 anos. Consequentemente, a faixa do potencial reprodutivo foi ampliada para 40 anos, para uma expectativa de vida de 75 anos para a mulher.

A maior e mais constante disponibilidade e qualidade dos cuidados pré-natal e obstétrico têm produzido uma tendência descendente na mortalidade perinatal e de lactentes (MacGanity et al, 2003). Sendo assim, a avaliação do estado nutricional pré-natal atual tem por objetivo:

· Para a mãe: reduzir o risco de desenvolver complicações durante a gravidez e no pós-parto
· Para o lactente: desenvolvimento, idade gestacional e peso ao nascer adequados (MacGanity et al., 2003).

Avaliação nutricional da gestante

O cuidado obstétrico geral necessita, na visita inicial, de uma avaliação minuciosa da gestante e de um histórico cuidadoso e completo das características obstétricas e médicas, seguidas de um amplo exame físico (MacGanity et al., 2003). O estado nutricional deve ser avaliado antes da concepção, para garantir a saúde do feto, na infância e na vida adulta. A avaliação do estado nutricional da gestante deve ser realizada por equipe especializada que inclui: obstetra e profissionais da saúde com expertise em nutrição pré-natal e perinatal. Para uma avaliação nutricional detalhada é necessário (Roque et al., 2008):

· Exame físico para buscar evidências clínicas de deficiências nutricionais
· Avaliação da ingestão dietética, através da anamnese e de registro alimentar
· Identificação do uso de substâncias prejudiciais a saúde, como tabaco, álcool e drogas ilícitas. O uso dessas substâncias pode significar risco a saúde da gestante e do feto e, também, aumento dos requerimentos energéticos (Roque et al., 2008)
· Identificar o uso de vitaminas, minerais e suplementos derivados de plantas medicinais: quantidades excessivas de vitamina A (acima de 10.000 UI/d) parecem ter efeito teratogênico e devem ser evitados na gravidez
· Ressaltar a importância do uso de ácido fólico, uma vez que este reduz o risco de defeitos no tubo neural (Roque et al., 2008)
· Identificar a presença de transtornos alimentares que possam afetar a fertilidade, serem agravados pela gestação ou gerar complicações durante a mesma (Roque et al., 2008)
· Realizar o acompanhamento das medidas antropométricas
· Monitorar os exames bioquímicos.

Uso de dietas vegetarianas na gestação

As dietas vegetarianas, particularmente aquelas que excluem totalmente alimentos de origem animal, não atendem às necessidades nutricionais da gestante em quantidades adequadas de aminoácidos essenciais, ferro, vitamina B12 e lipídeos complexos, que são nutrientes essenciais para o adequado desenvolvimento embrionário portanto, quando realizadas, devem ser rigorosamente acompanhadas por médico e/ou nutricionista (Cox, 2008).

Estilo de vida

São componentes importantes de um estilo de vida saudável na gestação:
Ganho de peso apropriado, atividade física específica e monitorada, dieta equilibrada, suplementação de vitaminas e minerais, consumo de alimentos seguros sob o ponto de vista microbiológico, evitando o uso de bebidas alcoólicas, uso do tabaco e de outras substâncias nocivas à saúde.

Para garantir a segurança alimentar é importante adotar práticas adequadas de higiene pessoal, consumo de carnes, peixes e aves sempre cozidos, restringindo o uso de alimentos não pasteurizados e realizando a higienização e sanitização corretas dos hortifrutis (Scholl, 2009).

Ganho de peso na gestação

Existem evidências de que o ganho de peso na gestação, o padrão do ganho de peso e o ganho de peso total relacionado à gestação são fatores importantes e determinantes no peso da criança. É importante ressaltar que o peso ao nascer tem impacto direto na mortalidade e morbidade, afetando também a vida adulta, ou seja, o peso ao nascer pode influenciar futuros riscos de desenvolver diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

O ganho médio de peso materno relacionado à gestação pode ser distribuído da seguinte maneira:

· Feto: 3,2 – 3,6 kg
· Gordura: 2,7 – 3,6 kg
· Aumento volume sangue: 1,3 – 1,8 kg
· Aumento volume água corporal: 0,9 – 1,3 kg
· Fluido amniótico: 0,9 kg
· Aumento das mamas: 0,9 – 1,3 kg
· Hipertrofia uterina: 0,9 kg
· Placenta: 0,7 kg.

Recomendações para o ganho de peso na gestação

O Committee on Nutritional Status During Pregnangy and Lactation of Institute of Medicine fez uma análise detalhada de todos os dados relacionados ao peso gestacional, ganho de peso durante este período e o resultado da gestação e baseados nessa análise foram formuladas as recomendações na tentativa de dar condições à mulher de ter um bebê nascido a termo com um peso entre 3 e 4 kg, considerado resultado desejável para o final da gestação. Estudos mostram que o índice de massa corpórea (IMC) pré-gestacional é um importante indicador para o peso ao nascimento, independente do ganho de peso, e se deve utilizá-lo como guia de recomendações.

As recomendações para o ganho de peso durante a gestação são as seguintes:

· IMC < 19,8 = Baixo peso = Ganho peso 12,5 – 18 kg
· IMC 19,8 – 26 = Eutrófica = Ganho peso 11,5 – 16 kg
· IMC 26 – 29 = Sobrepeso = Ganho de peso 7 – 11,5 kg
· IMC > 29 = Obesidade = Ganho de peso de no mínimo 6,8 kg. A literatura não descreve o ganho de peso máximo para mulher obesa.

Componentes da dieta

Calorias: a oferta calórica da dieta é um fator nutricional importante e determinante do peso ao nascer. A recomendação é adicionar ao valor calórico total da dieta 300 kcal/dia no 1º trimestre de gestação e 500 kcal/dia a partir do 2º trimestre (Kaiser, 2008).

Proteínas: o binômio placenta-feto consome aproximadamente 1 kg de proteína durante a gestação, principalmente nos primeiros seis meses. Para atender a essa necessidade, a gestante deve ingerir cerca de 1,1 g Prot./kg/dia.

É importante ressaltar a diferença entre proteína de origem animal e vegetal. Alimentos de origem animal são considerados completos por conter todos os aminoácidos essenciais para suprir as necessidades e reparação dos tecidos. Já alimentos de origem vegetal são incompletos, ou seja, são deficientes em um ou mais aminoácidos essenciais. Essas diferenças podem ser corrigidas utilizando produtos a base de soja fortificados e o consumo de alimentos enriquecidos com aminoácidos essenciais (Kaiser, 2008).

Institute of Medicine. Dietary Reference Intakes: The Essential Guide to Nutrient Requirements. Washington, DC. National Academies Press, 2006.

Lipídeos: a suplementação de ácidos graxos poli-insaturados w3 e w6 durante a gestação e lactação modula o crescimento e desenvolvimento do feto e da criança. Alguns estudos têm mostrado relação entre a ingestão de peixes de água salgada ou óleo de peixe com o desenvolvimento visual e cognitivo da criança. A literatura recomenda 200 mg/dia de LC-PUFAS, que correspondem a três porções de peixe de água salgada por semana (Kaiser, 2008).

Ferro: o ferro é necessário para o desenvolvimento do feto e da placenta, assim como a expansão das células vermelhas maternas. É recomendado aumento do consumo de ferro de aproximadamente 15 mg/dia. Estudos mostram que a suplementação de ferro previne a anemia na gestante (Kaiser, 2008).

Cálcio: o desenvolvimento do esqueleto fetal requer aproximadamente 30g de cálcio durante a gestação, preferencialmente no último semestre. Esse total é uma percentagem relativamente pequena, quando comparada ao estoque de cálcio materno e é facilmente removida, se necessário. A recomendação de cálcio é de 1000 mg/dia, da gestação à lactação (Kaiser, 2008).

Ácido fólico: a suplementação de ácido fólico é recomendada a todas as mulheres em idade fértil que pretendem engravidar, tendo em vista que essa substância diminui o risco de defeitos no tubo neural. O fechamento do tubo neural do feto ocorre entre 18 e 26 dias após a concepção, ou seja, o início da suplementação de ácido fólico deve ser planejado pela mulher antes da concepção. Estudos têm sugerido que a deficiência de ácido fólico pode estar relacionada a várias complicações na gestação e não somente a defeitos no tubo neural. Os requerimentos de folato são elevados na gestação. A recomendação para mulheres na idade fértil é de 400 mcg/dia, aumentando para 600 mcg/dia na gestação, promovendo, assim, o crescimento adequado do feto e da placenta (Tamura, 2006).

Suplementação de vitaminas e sais minerais: os suplementos vitamínicos são recomendados nas situações em que a demanda nutricional não é atendida através da dieta e também naquelas que apresentam riscos para desenvolver deficiências nutricionais, nas seguintes situações:

· Gestação múltipla
· Uso de cigarro e drogas ilícitas
· Adolescência
· Uso de dieta vegetariana
· Deficiência de lactose.

Fonte: Ana Lúcia Salgado Potenza, Michele Leite Oliveira, Sílvia Maria Fraga Piovacari.

Quando introduzir a alimentação complementar para o bebê?

Esta é um dúvida muito comum a várias mães. O recém-nascido amamentado ao seio não necessita de nenhum tipo de alimento adicional, até os seis meses de idade.

Após esta idade, será preciso introduzir outros alimentos, gradualmente, na dieta da criança, primeiro para complementar o leite do peito e, progressivamente, para substituí-lo e adaptar a criança alimentação do adulto.

Alguns motivos podem fazer com que a introdução de outros alimentos seja antes, especialmente quando a amamentação precisa ser diminuída antes do seis meses. É o caso de mães que trabalham fora e de outras que precisam usar medicações. O pediatra deverá orientar este tipo de situação já que a introdução de outros alimentos deve respeitar a maturidade da criança.

A partir do sexto mês de vida a maioria das crianças está preparada para aceitar a alimentação pastosa. Nesta fase ocorre a maturação da função gastrointestinal e renal e o desenvolvimento neuromuscular. Aos poucos, a criança vai criando capacidade física e fisiológica para adaptar-se a diferentes alimentos, texturas e modos de alimentação.

A alimentação complementar ideal em termos nutricionais deve conter alimentos dos diversos grupos.

A primeira papinha deve ser de sal. Crianças que consomem primeiro a fruta desenvolvem preferência por sabor doce. Porém, toda a orientação deve ser discutida com o pediatra.

A primeira refeição de sal pode ser constituída de uma papinha grossa, cuja base seja arroz, batata ou inhame, acrescidos de hortaliças, de caldo de carne, leguminosa e um óleo vegetal. Do grupo das leguminosas podem ser usados caldo de feijão, purê de ervilhas e de lentilhas. As carnes devem ser oferecidas em caldos (boi e frango). As hortaliças devem ser cozidas e peneiradas. Alguns alimentos do grupo dos vegetais não devem ser usados, sobretudo os que possam conter agrotóxicos como tomates e pimentões.

Alimentos de sabor forte como cebola e alho, ervas e condimentos não devem ser usados. A amamentação deve continuar em livre demanda após o sexto mês de vida. Após a introdução da refeição de sal, frutas e sucos podem ser usados, especialmente nos intervalos da manhã e da tarde. Frutas como morango devem ser evitadas, assim como as ácidas (limão, abacaxi). Se possível, evite adicionar açúcar aos sucos. A laranja Lima pode ser uma excelente opção para se misturar a outros sucos, evitando assim adoçá-lo.

De forma geral, a rotina diária para crianças (a partir de seis meses) que irão introduzir pela primeira vez a refeição de sal deve ser da seguinte maneira:

  Pela manhã:  aleitamento materno em livre demanda
  Almoço (10-12h):  refeição de sal
  À tarde:  aleitamento materno
  Intervalo (17-18h):  aleitamento materno
  À noite:  aleitamento materno.

De acordo com orientação profissional os intervalos da manhã e da tarde serão substituídos por frutas e sucos.

No caso de mães que não podem amamentar nos intervalos da manhã e da tarde, um profissional deve ser consultado sobre a fórmula láctea a ser usada.

O jantar só deve ser introduzido por volta do nono mês.

A formação do hábito alimentar da criança começa com a introdução da alimentação complementar. Assim, a família precisa ficar atenta e garantir a melhor qualidade dos alimentos para a criança para que elas cresçam e sejam adultos saudáveis.

Mitos e Verdades sobre Hipertensão

1. A hipertensão arterial  é uma doença curável.
Mito. A hipertensão arterial é uma doença que  pode ter cura, no entanto, este fato ocorre numa minoria dos casos. Em menos de 10% dos hipertensos encontramos uma causa curável para a doença. Na maioria das pessoas, a hipertensão arterial é uma doença causada por diversos fatores (chamada de doença multifatorial).Estes fatores atuam de uma forma conjunta e complexa. O avançar da  idade, raça, estresse psicossocial , história familiar, excesso de peso, sedentarismo, ingesta excessiva de sal, entre outros fatores , estão  envolvidos na gênese da doença.

2. A  hipertensão arterial costuma causar sintomas, como a dor de cabeça.
Mito. A  hipertensão arterial  não costuma causar sintomas, principalmente  em  hipertensos crônicos. Por este motivo, a doença  é conhecida como a “matadora silenciosa”. Sintomas como dor de cabeça, mal estar, tonturas e sangramento nasal , não são um bom indicativo da  presença de hipertensão arterial .A  MAPA (monitorização ambulatorial da pressão arterial), exame que correlaciona valores da pressão arterial e os sintomas referidos pelo paciente ao longo do dia, reforça a natureza assintomática da doença.

3. As pessoas devem apresentar um valor da pressão arterial relativamente constante.
Mito. A pressão arterial costuma variar a cada batimento cardíaco, de acordo com as atividades exercidas pelo indivíduo. A pressão arterial costuma ser maior em situações de estresse , excitação ou esforço físico ( exemplos: dirigir , participar de uma reunião de negócios ou durante a atividade sexual).Durante o período do sono , costuma haver uma queda fisiológica da pressão arterial (cerca de 10 a 20% a menos  quando comparada a pressão arterial média durante o dia).Os idosos apresentam uma grande variabilidade da pressão arterial, podendo num mesmo dia, apresentar valores discrepantes em curtos intervalos de tempo.

4. É normal que as pessoas idosas tenham uma pressão arterial mais elevada.
Mito. A pressão arterial máxima ou sistólica costuma aumentar com a idade, enquanto que a pressão arterial mínima ou diastólica, não aumenta  (ou até diminui), após os 50 anos .Por isso, em idosos, é comum haver apenas uma elevação da pressão arterial máxima (hipertensão arterial sistólica isolada).Tanto para adultos como para idosos, uma pressão arterial sistólica maior ou igual a 140 mmhg é considerada sempre elevada. Nos idosos, a pressão arterial sistólica é a mais indicativa do desenvolvimento de complicações cardiovasculares, como o derrame cerebral , infarto do miocárdio e a insuficiência cardíaca.

5. A aproximação dos valores da pressão arterial máxima  com  os valores da pressão arterial mínima, é indicativa de um ataque cardíaco.
Mito. Esta situação mencionada acima, mais comumente vista em hipertensos mais jovens, nada mais é do que uma elevação isolada ou predominantemente  da pressão arterial mínima ou diastólica (exemplo: 130 / 98 mmHg).Embora este fato também acarrete um aumento do risco de complicações cardiovasculares com o passar do tempo , ele não é indicativo da ocorrência imediata de um ataque cardíaco (infarto do miocárdio).

6. Uma vez que a minha pressão arterial está controlada, poderei deixar de tomar a minha medicação.
Mito. A normalização da pressão arterial costuma ser fruto da ação de uma ou mais medicações anti-hipertensivas , além disso, as mudanças dos hábitos de vida são fundamentais. Como a ação destas drogas é transitória, a suspensão das mesmas  elevará novamente a pressão arterial. Em resumo, hipertensos que controlaram sua pressão arterial após a introdução de medicamentos, não devem suspendê-los sem uma devida orientação médica.

7. No dia da consulta , não devo tomar a medicação anti-hipertensiva, pois só assim meu médico saberá  de fato  como está a minha pressão arterial.
Mito. Nos hipertensos em uso de medicação, a medida da pressão arterial sob o uso corrente destas drogas trará informações importantes sobre como está sendo o tratamento da doença. Logo , as medicações não deverão ser suspensas no dia da consulta.

8. As medicações anti-hipertensivas afetam o desempenho sexual.
Mito. Certos betabloqueadores, diuréticos ou a alfa-metil-dopa, podem atingir a esfera sexual. No entanto, hoje dispomos de inúmeras drogas  efetivas e bem toleradas , que não apresentam influência sobre o desempenho  sexual do paciente hipertenso.

9. Medicamentos manipulados  são tão eficazes quanto os genéricos  ou  aqueles  de  formulação galênica (medicamento de referência).
Mito. Nunca troque o receituário de seu médico  no balcão da farmácia. As diretrizes dos especialistas em hipertensão arterial   costumam sugeriri o uso das medicações de formulação galênica (medicamento de referência ou similires). Os medicamentos genéricos , que passaram por testes de bioequivalência (comprovando sua efetividade) também podem ser usados. Evite as medicações manipuladas, pois são menos confiáveis .
  
10. Só é recomendado a medição de pressão a partir dos 15 anos.
MITO. Atualmente, considera-se obrigatória a medida da pressão arterial a partir dos três anos de idade, anualmente, ou antes dessa idade, quando a criança apresentar antecedentes neonatais, doenças renais, ou fatores de risco familiares.

11. A medida considerada normal para esse grupo é diferente da dos adultos.
VERDADE. A pressão média na infância costuma ser de 70 por 40 e vai aumentando com o crescimento até chegar a 120 por 80 na vida adulta. Na infância e adolescência têm-se como pressão arterial normal valores de medida abaixo de 90, tanto para pressão sistólica como para a diastólica. Números entre 90 e 95 estão inseridos na faixa normal limítrofe, e acima de 95 definem o diagnóstico de hipertensão arterial se confirmados em três ocasiões diferentes.

12. Maus hábitos atingem em cheio a saúde dos jovens.
VERDADE. Os relatos clínicos demonstram importante associação entre excesso de peso e pressão elevada principalmente nos adolescentes. A ingestão de álcool, o uso de drogas (particularmente a cocaína) e a utilização de anabolizantes e anticoncepcionais orais devem ser considerados como possíveis causas de hipertensão arterial nessa faixa etária.

13. Considera-se hipertensão na gravidez quando o nível da pressão arterial for maior ou igual a 140/90 mmHg.
VERDADE. Mas há parâmetros específicos para estabelecer a gravidade do mal com base na variação das pressões sistólica e diastólica.

14. A pré-eclâmpsia é a principal causa de morte materna no Brasil.
VERDADE. A incidência em nosso país é de cerca de 10%, segundo o Consenso Brasileiro de Cardiopatia e Gravidez. Mas a causa desta manifestação permanece desconhecida.

15. A ocorrência da hipertensão em indivíduos negros é mais elevada que na população em geral.
VERDADE. E também se manifesta com maior gravidade. Além disso, o controle é mais difícil, devido a fatores genéticos.

16. Mulheres são candidatas naturais à hipertensão na menopausa pela perda da produção do hormônio estrógeno.
Provavelmente. É possível que a produção natural dos hormônios femininos influencie. Quando cessa essa produção, na menopausa, o problema é agravado. Entretanto, a reposição artificial dos hormônios não se tem mostrado capaz de reduzir a morbidade e mortalidade por doenças cardiovasculares nas mulheres submetidas ao tratamento de reposição hormonal.

17. A utilização de anticoncepcionais orais deve ser evitada por mulheres com mais de 35 anos e por obesas.
VERDADE. Embora não haja uma contra-indicação formal, os consensos brasileiros de hipertensão recomendam a suspensão, devido ao maior risco desse grupo desenvolver o distúrbio.

Dicas:

. Alimentos embutidos como salsicha, linguiça, presunto e carne seca têm alto teor de sódio, por isso seu consumo deve ser moderado.

. Veja sempre as informações nutricionais: alimentos com grandes quantidades de sódio prejudicam a saúde e se consumidos frequentemente, podem levar a problemas de pressão.

. O estresse prejudica muito o controle da pressão;

. O fumo contribui para que a pressão seja aumentada;

. Pratique exercícios físicos regularmente: Caminhada de 30 minutos diários já ajuda.

O cuidado nutricional e a alimentação para portadores de HIV

Uma boa nutrição e cuidados com a alimentação são condições essenciais para um sistema imunológico saudável. No entanto, pessoas com HIV / AIDS podem ter dificuldades em assegurar uma boa nutrição por um conjunto de razões.

Tanto o próprio vírus HIV quanto os medicamentos utilizados podem causar uma multiplicidade de problemas que afetam a saúde nutricional do portador.

Náuseas crônicas, alteração do paladar, perda de apetite, dificuldades em mastigar ou engolir são fatores que influenciam o baixo percentual de adequação das necessidades nutricionais. Ainda assim, mesmo quando o portador é capaz de comer e beber pode haver uma diminuição da quantidade de nutrientes absorvidos devido a diarréias (efeito mais comum causado pela medicação).

A deficiência de vitaminas e minerais é comum em pessoas infectadas pelo HIV e é atribuída à má absorção e a alterações no mecanismo do sistema imune e metabólico. Entretanto, a suplementação de micronutrientes deve ser individualizada e cuidadosa.

Uma infecção de HIV descontrolada pode também aumentar a taxa metabólica, resultando em necessidades energéticas elevadas.
 
Todos estes problemas de má absorção e aumento das necessidades energéticas e nutricionais podem levar a uma rápida perda de peso. Esta perda de peso, sobretudo de proteínas musculares, provoca um elevado cansaço, além de reduzir a capacidade do sistema imunológico combater outras infecções e doenças.

Abaixo seguem algumas indicações de alimentação para aliviar os transtornos comum:

1. Perda de Peso: Para prevenir ou reverter a desnutrição, é necessário ter uma alimentação balanceada. Os alimentos ricos em proteínas, como carnes, alimentos lácteos e leguminosas, ajudam a reconstruir os músculos e estimular o sistema imunológico, enfraquecido pelo HIV. Além disso, o consumo de gorduras saudáveis (poliinsaturadas e monoinsaturadas) também promove o ganho de peso. Contudo, o consumo elevado de gorduras não é recomendado em casos de diarréia;
 
2.  Perda do Apetite: As náuseas e as mudanças causadas pela medicação podem causar um decréscimo ou mesmo perda do apetite. Neste caso, é importante consumir refeições pequenas e freqüentes, uma vez que o organismo consegue tolerar melhor esta forma de alimentação.
Também deve-se preferir alimentos de mais fácil aceitação, como batatas cozidas, arroz, frango, iogurte e aveia. É necessário evitar líquidos durante as refeições e comer alimentos de alta densidade energético-protéica;

3. Diarréia: A diarréia pode ser causada por infecções ou alguns tipos de medicação. Nestes casos, é melhor evitar leite e derivados (iogurte e queijos) e substituir por leite de soja e derivados. Alimentos ricos em gorduras como frituras, bolos, salsichas, molhos, etc, também podem agravar a diarréia. É necessário evitar alimentos ricos em fibras insolúveis (folhas, frutas com bagaço e casca e cereais integrais) e preferir fibras solúveis (aveia, maçã).E para prevenir a desidratação, deve-se beber bastante líquido (água, água de côco, bebidas isotônicas), sempre de acordo com a orientação do nutricionista.

As pessoas com AIDS e com sistema imunitário enfraquecido têm um risco maior de contrair doenças de origem alimentar. Por isso é importante seguir diretrizes básicas de precaução e segurança alimentar, tais como:

- Lavar as mãos antes de uma refeição;

- O manipulador de alimentos deve ter cuidados de higiene;

- Descongelar os alimentos congelados na geladeira ou num forno microondas, e não à temperatura ambiente;

- Higienizar corretamente as frutas cruas e as saladas cruas;

- No caso das frutas, algumas não devem ser oferecidas nem se passarem pelo processo de cozimento, pois os riscos de conter agentes patogênicos podem permanecer;

- Não deixe alimentos perecíveis, como leite, queijo, ovos ou restos de carne, à temperatura ambiente por um período superior a duas horas.

Além disso, o consumo de alimentos funcionais tem apresentado resultados positivos na resposta imunológica e na prevenção das alterações metabólicas resultantes da terapia anti-retroviral. Como exemplo, podemos citar:

  • Ácidos graxos ômega-3, encontrados em peixes, algas marinhas e na linhaça, e ácidos graxos ômega-6, encontrados em óleos vegetais (soja, girassol e oliva): interferem na coagulação sangüínea, no controle do processo inflamatório e na melhora da massa corpórea magra;

• Alicina, aliína e sulfeto de dialina, encontrados no alho: têm função hipotensora, fibrinolítica, anticoagulante e reduzem o colesterol;

• Probióticos (bifidobactérias, lactobacilos, etc.) e prebióticos (FOS e Inulina), encontrados em bebidas lácteas, iogurtes, leites fermentados etc.: melhoram a macrobiota intestinal, os níveis de colesterol e o sistema imunológico.

É importante lembrar que a funcionalidade dos alimentos depende da quantidade ingerida diariamente e da forma de preparo.

Recomenda-se que todo paciente infectado pelo HIV seja encaminhado ao profissional nutricionista logo após o primeiro diagnóstico para avaliação do seu perfil nutricional, determinando e priorizando intervenções dietoterápicas apropriadas através de metas individualizadas, para tratar deficiências nutricionais, manter ou restaurar a massa corporal magra e melhorar a qualidade de vida.
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