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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Nutrição e Imunidade


A alimentação reforçando o sistema imunológico: como orientar os pacientes a ter uma dieta mais equilibrada.
Uma alimentação saudável e balanceada promove o bom funcionamento do sistema imunológico, reforçando as defesas próprias do organismo contra vários tipos de doenças.
A nutrição como ferramenta para modular um estado ideal de imunidade tem se tornado um fato real não apenas em estados patológicos de imunodepressores, como também para a manutenção de estados saudáveis em pessoas sem comprometimento do seu sistema imune.
Convém enfatizar que a relação nutrição-imunidade é extremamente dinâmica: tanto uma "overdose" de nutrientes quanto as deficiências podem levar a conseqüências negativas. Esta dinâmica também se observa na direcionalidade da relação, pois estados infecciosos decorrentes de uma deficiência da imunidade podem ocasionar má nutrição.
A nutrição é muito importante no processo da resposta imune e infecção. Quando um organismo está com seu estado nutricional deficiente, acaba ficando mais suscetível a adquirir infecções e a resposta imunológica acaba comprometida. A falta de alguns nutrientes como as vitaminas A,E e C, ferro, zinco entre outros, comprometem as reações que fazem parte da resposta imune.
Para catalisar e potencializar o sistema imunológico é preciso controlar o consumo de gorduras, açúcares, alimentos processados e refrigerantes, que prejudicam o bom funcionamento do sistema imunológico. E ingerir freqüentemente alimentos variados (grãos, hortaliças frescas, frutas, nozes, sementes) para conseguir ingerir vitaminas, minerais e enzimas diferentes.
Veja com alguns alimentos que agem diretamente no sistema imunológico.

Vitamina C: aumenta a produção das células de defesa, que tem efeito direto sobre bactérias e vírus, elevando a resistência a infecções.

Vitamina E: Parte do sistema de defesa do corpo interage com as vitaminas A e C e com o mineral selênio, agindo como antioxidante e retardando o envelhecimento.

Vitamina A: Tem ação antiinflamatória.

Vitamina B6: Excelente para aumentar a imunidade geral do organismo. Tem ação protetora contra o câncer, ajuda a controlar alguns tipos de diabetes e tem sido muito usada para aliviar sintomas da tensão pré-menstrual.

Selênio (Se): Antioxidante, imunoestimulante, desintoxicante e antiinflamatório.

Zinco (Zn): Atua na reparação dos tecidos e na cicatrização de ferimentos.

O processo infeccioso pode levar à desnutrição ou deficiência de macro ou micronutrientes, pois a infecção tem alguns efeitos sobre o metabolismo, tais como:
Algumas infecções intestinais podem diminuir a absorção e a biodisponibilidade de nutrientes
. A febre aumenta a necessidade calórica do organismo (para cada grau, 7% do valor calórico diário)
. Infecções crônicas consomem as reservas energéticas que estão no fígado e tecido adiposo
. A maioria das infecções altera o metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas, o balanço eletrolítico e os níveis de micronutrientes
. As alterações hormonais (principalmente corticosteróides) interferem no metabolismo de nutrientes.
Alguns alimentos são importantíssimos para aumentar a imunidade do organismo, como o iogurte. Estudos científicos mostraram que os lactobacilos presentes no iogurte recuperam a flora intestinal e fortalecem o sistema imunológico.
A noz moscada e a páprica têm ação antiinflamatória. E o suco de agrião com laranja é rico em zinco, ferro e vitamina C
O cogumelo shitake tem uma substância chamada lentinan que tende a estimular a produção das células de defesa do organismo. O alho (preferencialmente assado) ajuda a prevenir o câncer e as doenças cardíacas. E o gengibre fortalece o sistema de defesa do organismo. O ideal é consumi-lo antes das refeições para ajudar no processo digestivo. Só não é recomendando para gestantes por causar contrações uterinas.
E a banana é uma campeã na promoção da saúde. Por conter muito ferro, ela estimula a produção de hemoglobulina no sangue e é de grande auxílio em casos de anemia. Usada na dieta diária contra desordens intestinais, é a única fruta crua que pode ser comida sem desgaste em casos de úlcera crônica. Também neutraliza a acidez e reduz a irritação, protegendo as paredes do estômago
Ela é indicada para pessoas que estão deixando o cigarro, por conter elevados níveis de vitaminas C, A1, B6 e B12, além de potássio e magnésio, ajudando o corpo a se recuperar dos efeitos da retirada da nicotina.
De acordo com recente pesquisa realizada pela MIND (The National Association for Mental Health), no Reino Unido, entre pessoas que sofrem de depressão, muitas se sentiram melhor após uma dieta rica em banana. Ela contém Triptofano, um tipo de proteína que o organismo converte em serotonina, reconhecida por relaxar, melhorar o humor e, de modo geral, aumentar a sensação de bem estar.
O brócolis ajuda na prevenção de câncer em geral e aumento da imunidade em todas as idades e a soja na regulação hormonal, diminuindo casos de câncer, aumento da imunidade, além de auxiliar no tratamento de colesterol e triglicérides altos.
Assim, podemos concluir que uma alimentação balanceada promove o bom funcionamento do sistema imunológico, reforçando as defesas próprias contra as mais variadas doenças, promovendo benefícios à saúde e à qualidade de vida.

Mito ou Verdade?

1. Água com açúcar acalma?
Mito. Quando ingerido, o açúcar vai para o estômago, onde é transformado em dois compostos: frutose e glicose. Ele é transformado em uma importante fonte de energia para o corpo, no entanto não tem nenhuma propriedade sedativa sobre o sistema nervoso.

2. Não posso comer mais de três ovos por semana?
Mito. O aumento do colesterol não está apenas relacionado aos níveis de colesterol encontrados nos alimentos (o ovo é rico em colesterol). A gordura saturada tem efeito maior em relação à produção de LDL colesterol.

3. O uso de micro-ondas faz mal à saúde? Tampar alimentos diminuiria o risco?
Mito. Em primeiro lugar, se o micro-ondas pudesse realmente vazar alguma radiação, os níveis desta liberação seriam insignificantes e não ofereceriam perigo à saúde. É o que garante o Centro Americano para Aparelhos e Saúde Radiológica, uma unidade do Food and Drug Administration (FDA), órgão que regulamenta a segurança doméstica dos aparelhos de micro-ondas. Tampar alimentos no aparelho apenas impede de sujar as paredes do micro-ondas. Devem-se utilizar utensílios de vidro para tampar, pois os de plásticos, quando aquecidos, liberam substâncias tóxicas e cancerígenas ao alimento.

4.Comer banana reduz cãibra?
Verdade. As cãibras podem ocorrer por diversos motivos, um deles é pela falta do potássio. A banana é rica em potássio e pode contribuir para o desaparecimento das cãibras.

5. Comer manga com leite faz mal?
Mito. Isso surgiu para evitar que os escravos roubassem leite das fazendas, já que havia muita manga disponível para eles. Não existe nenhuma comprovação científica de que estes alimentos, quando ingeridos em conjunto, façam mal à saúde.

6. Carne vermelha faz mal a saúde?
Mito. A carne vermelha bovina é uma fonte importante de proteína, ferro, zinco e vitamina B12. As quantidades de ferro e vitamina B12 nela presentes nem se comparam às da carne branca. No entanto, o consumo elevado tem sido associado a um maior risco de doenças coronarianas, devido ao alto teor de gordura saturada presente no alimento. Assim, para aproveitar seus benefícios, o melhor é ingerir a carne bovina três vezes por semana e optar por carnes vermelhas mais magras, como patinho, alcatra, maminha, etc.

7. Pão integral tem menos calorias que o pão branco?
Mito. Possui as mesmas calorias e às vezes até mais. Mas mesmo assim, são mais vantajosos por apresentarem vitaminas, minerais e fibras.

8. O leite de soja pode substituir o de vaca?
Sim. O leite de vaca possui mais cálcio e o encontrado na soja não é tão biodisponível. Mas, isso não é preocupante, pois a indústria alimentícia adiciona cálcio aos leites de soja como suplementação.

9. Beber água em jejum emagrece?
Mito. O que emagrece é o balanço energético negativo. Isso significa ingerir quantidades menores de calorias em relação à necessidade diária do organismo.
10. Carnes malpassadas são ricas em ferro?
Mito. A quantidade de ferro não se altera nesse caso, e ainda existe o risco de intoxicação alimentar.

Mito ou Verdade?


1. Queijo minas tem menos gordura que a ricota? 
Verdade. A ricota é feita a partir do soro do leite, que seria desprezado após a fabricação dos queijos. E é adicionado leite para aumentar o seu rendimento, o que também aumenta a quantidade de gordura. Uma fatia de 50 g de ricota contém 11 g de gordura, contra 9 g na fatia do queijo minas.

2. A carne de frango faz mal por causa da adição de hormônios.
Mito. A carne de frango não apresenta hormônios de espécies alguma, isso é uma lenda. Colocar hormônio em carne é crime e existe uma portaria, a de número 51 de 1991, do Ministério da Agricultura, que proíbe tal procedimento. Logo, a carne que apresentar índices de hormônio não poderá ser comercializada. Este mito surgiu porque os frangos criados em granjas atingem o tamanho de abate em pouco tempo em função da seleção genética para esse fim.

3. Mascar chiclete faz mal ao estômago?
Verdade. Quando em excesso, pode trazer problemas, pois a função de mascar o chiclete estimula o estomago a trabalhar, produzindo suco gástrico com o objetivo de digerir os alimentos. Como não há alimento a ser digerido, esse suco gástrico, extremamente ácido, acaba atacando a mucosa do estômago, podendo provocar gastrites e úlceras.

4. O tomate seco é tão saudável quanto a fruta in natura?
Mito. Além de ser rico em sódio (sal), que contribui para retenção de líquidos, o tomate seco é rico em gorduras graças ao óleo presente em seu preparo, que acaba deixando sua espessura mais grossa e dificultando a absorção das fibras pelo intestino.

5. Os vegetais perdem seus nutrientes quando congelados?
Mito. Congelar o alimento o mantém mais próximo do seu estado natural, desta forma, seus nutrientes não se perdem. Além disso, a baixa temperatura impede a ação dos microorganismos.

6. É verdade que a laranja auxilia a digestão de uma refeição pesada, como a feijoada
Verdade. As fibras presentes na laranja podem facilitar a digestão, melhorando o funcionamento do intestino e reduzindo parte da absorção de gorduras.

7. É verdade que bebidas com gás podem gerar descalcificação óssea?
Mito. Existe a crença de que o gás torna o sangue mais ácido, contribuindo para a dissolução gradual da massa óssea. Na realidade, o que ocorre com a ingestão de bebidas gaseificadas é a fixação do dióxido de carbono pelos glóbulos vermelhos que, sendo transportado para os pulmões, é trocado por oxigênio. A própria digestão dos alimentos gera a maior parte de dióxido de carbono transportado pelo sangue.

8. É verdade que tomar qualquer tipo de bebida durante as refeições não é bom?
Mito. Até 1 copo de 200ml não atrapalhará na digestão. O recomendado é beber água ou suco de frutas com baixas calorias. Já refrigerantes ou bebidas com gás são ricas em fósforo e, em geral, em cafeína, que prejudicam a absorção do cálcio, do ferro e das vitaminas da refeição.

9. Salada de frutas tem que ser consumida no mesmo dia para não perder os nutrientes?
Verdade. Só se consegue preservar os nutrientes na hora que você prepara e consome, mas as fibras (que auxiliam no intestino) permanecem nas frutas. O ideal é não só consumir frutas em salada e sim consumir frutas inteiras para garantir uma maior quantidade de vitaminas e minerais.

10. Chá de boldo é bom para o fígado? Melhora a ressaca?
Verdade. O chá de boldo apresenta propriedades desintoxicante e é recomendado para casos de desconforto digestivo e do fígado. Seu princípio ativo é a boldina, um alcaloide, principal responsável pelas suas propriedades hepatoprotetoras e coleréticas. O boldo ajuda na digestão dos alimentos, além de ajudar o fígado a trabalhar melhor.

domingo, 28 de agosto de 2011

Mitos e Verdades sobre os Probióticos


Os probióticos vêm ganhando notoriedade devido aos seus efeitos benéficos. No entanto, ainda existem muitas dúvidas em relação aos tipos de bactérias, ações fisiológicas e aplicações clínicas. Em entrevista exclusiva ao Nutritotal, a nutricionista Danielle Fontes de Almeida, especialista em Terapia Nutricional e Nutrição Clínica pelo GANEP e aluna do programa de Mestrado em Ciências pelo Departamento de Oncologia da Faculdade de Medicina da USP esclarece os mitos e verdades sobre os probióticos.

01. As bactérias que trazem benefícios à saúde foram recentemente descobertas, sendo sua utilização recente.

Mito. Cerca de um século atrás, o microbiologista russo, Elie Metchnikoff sugeriu que os camponeses Búlgaros tivessem uma vida saudável mais longa pelo consumo de produtos do leite fermentado. Ele acreditava que o consumo de bacilos fermentadores (Lactobacillus) influenciava positivamente a microbiota do intestino, diminuindo a “putrefação” (decomposição da matéria orgânica causada por microrganismos) e a atividade de bactérias patogênicas. Metchnikoff demonstrou que bactérias não são necessariamente prejudiciais ao homem, podendo ter um papel importante no bem estar dos indivíduos. Ele foi o primeiro a recomendar a ingestão de microorganismos vivos benéficos como as bactérias láticas.

02. “Probióticos” podem também ser chamados de “Prebióticos”.

Mito. Em 1908 Füller definia probióticos como “um microrganismo vivo suplementado na dieta o qual beneficia o animal hospedeiro por melhorar o balanço microbiano intestinal”. Em 2002, esse conceito foi reafirmado em uma reunião de especialistas promovida pela Organização de Alimentos e Agricultura das Nações Unidas (FAO) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS): organismos vivos que, quando ingeridos em concentrações adequadas, afetam beneficamente a saúde do hospedeiro.

Os prebióticos são ingredientes alimentares resistentes ao processo de digestão, que afeta beneficamente o hospedeiro pelo estímulo seletivo do crescimento e/ou atividades de um número limitado de bactérias que têm potencialidade de melhorar a saúde do hospedeiro. Alguns exemplos de Prebióticos podem ser as fibras insolúveis como a inulina, goma guar e frutooligossacarídeos (FOS).
03. Todas as bactérias que não causam doenças ao ser humano podem ser “Probióticos”.

Mito. Segundo a OMS em 2002, para ser considerado um probiótico, o microrganismo vivo deve apresentar as seguintes características: ser comprovadamente seguro, deve sobreviver no alimento durante todo o prazo de validade e estar na concentração adequada para exercer benefício à saúde, deve sobreviver à ação dos ácidos gástricos e sais biliares, chegar viável e ativo ao seu sítio de atuação no organismo e exercer benefício clinicamente comprovado.

04. As bactérias de nosso intestino (microbiota) têm importante função na saúde do indivíduo.

Verdade. Diversas funções positivas têm sido atribuídas à microbiota intestinal. Uma delas é a ação antibacteriana, onde as bactérias benéficas competem por sítios de adesão e/ou nutrientes com bactérias maléficas. Além disso, as bactérias benéficas são capazes de produzir bacteriocinas que inibem a multiplicação e adesão de patógenos.

Outra função de destaque é a ação metabólica e nutricional, que basicamente interfere na nutrição do colonócito. Os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), produzidos pelas bactérias benéficas, é uma importante fonte de energia para os colonócitos, proporcionado um efeito trófico no epitélio intestinal, além de diminuir o pH da mucosa intestinal, que dificulta a colonização de bactérias patogênicas. Além disso, algumas bactérias benéficas podem ajudar na síntese de vitaminas K e do complexo B.

Atualmente, pesquisadores e estudiosos do assunto retratam a ação imunomoduladora promovida pelas bactérias probióticas. Essas bactérias atuam no desenvolvimento de uma tolerância imunológica estimulando o sistema imune na redução do número de alergias e processos inflamatórios.

05. Uma vez estabelecida a microbiota, ela permanece inalterada ao longo da vida.

Mito. O processo de colonização do trato gastrointestinal começa ao nascimento e, no decorrer da vida, a microbiota pode ser modificada por diversos fatores.

O recém nascido por parto normal apresenta a colonização inicial do trato gastrointestinal por bactérias da microbiota vaginal e intestinal da mãe. Por sua vez, crianças que nascem por cesárea terão suas mucosas colonizadas por bactérias do ambiente hospitalar.

Após o parto, o tipo de alimentação, como o aleitamento natural ou artificial, é importante na definição da microbiota intestinal do lactente.

O aleitamento natural proporciona microbiota intestinal constituída predominantemente (>80%) por bifidobactérias e lactobacilos (1). Nos lactentes que recebem aleitamento artificial, essas bactérias correspondem a 40 a 60% da microbiota, estando o restante representado por bactérias dos gêneros Clostridium, Sthaphylococcus e Bacteróides (2).

Após o desmame, a criança aumenta sua exposição a outros tipos de microorganismos resultando na colonização completa adulta por volta dos 18 a 24 meses de idade. Nesta fase existem centenas de espécies de microorganismos habitando a pele, vias aéreas superiores e trato digestório.

Aos dois anos de idade a crianças apresenta uma microbiota similar à de um adulto. Porém, fatores como: alimentação desequilibrada ou contaminada, idade, estresse e fadiga, medicamentos (principalmente antibióticos), infecções bacterianas, fumo e álcool podem modificar a composição da microbiota.

06. O consumo de probiótico não é recomendado por órgãos internacionais, sendo seu consumo de indicação restrita.

Mito. Em maio de 2008 a Organização Mundial de Gastroenterologia publicou as diretrizes sobre a utilização de Probióticos e Prebióticos. A organização define e recomenda a utilização de probióticos, apesar dos benefícios não serem totalmente elucidados. Alguns benefícios estão descritos nestas diretrizes, como: câncer de cólon; tratamento e prevenção de diarreia aguda e diarreia associada à antibioticoterapia; alergias; doenças intestinais (pouchite, colite ulcerativa, doença de Crohn, síndrome do intestino irritável, má absorção de lactose); prevenção de infecções sistêmicas, dentre outras.

07. Todos os iogurtes podem ser considerados probióticos, pois, contém bactérias oriundas da fermentação.

Mito. Iogurte é um produto elaborado com culturas de bactérias lácticas: Lactobacillus bulgaricus e Streptococcus thermophilus. Estas bactérias não sobrevivem às condições do trato gastrintestinal em concentrações compatíveis para exercerem efeitos probióticos in vivo. Assim, nem todos os iogurtes podem ser considerados probióticos. No entanto, o comum no mercado atual é incorporar ao produto lácteo bactérias benéficas, consideradas probióticos.

08. Probióticos de gêneros diferentes, por exemplo, Lactobacillus e Bifidobacterium, têm funções diferentes no organismo.

Verdade. Cada gênero de bactéria tem uma função específica no organismo. Podemos observar alguns exemplos na tabela a seguir:
09. Probióticos da mesma espécie exercem os mesmos benefícios.


Mito. Da mesma maneira que os gêneros diferentes exercem efeitos diferentes, o mesmo ocorre com bactérias da mesma espécie, porém, de cepas diferentes. O efeito de uma bactéria é específico para cada cepa (linhagem estabelecida a partir de uma subespécie), não podendo ser extrapolado, inclusive para outras cepas da mesma espécie. Na tabela abaixo, podemos observar o mesmo gênero e espécie da bactéria Lactobacillus casei, porém com cepas diferentes exercendo assim, efeitos diferentes.
10. Os probióticos agem no intestino, portanto, os benefícios observados estão relacionados apenas a este órgão.


Mito. Existem algumas espécies que exercem um papel local atuando na redução do tempo de trânsito intestinal, por exemplo. Mas existem espécies de bactérias que estimulam células imunocompetentes do nosso tecido linfóide associado ao intestino, conhecido como GALT (tecido linfóide associado ao intestino), gerando uma resposta imune sistêmica de defesa do organismo.
Fonte: Nutritotal

sábado, 27 de agosto de 2011

Creme de Frutas para Diabéticos

Rendimento: 6 porções
Ingredientes
3 xícaras (chá) de mamão papaia picado
1/2 xícara (chá) de suco de abacaxi sem açúcar
1/2 xícara (chá) de suco de laranja natural
4 colheres (sopa) de adoçante dietético em pó, próprio para forno e fogão
2 colheres (chá) de amido de milho

Para enfeitar
2 barras de cereais de frutas dietéticas

Preparo
Bata o mamão, o suco de abacaxi, o suco de laranja, o adoçante e o amido de milho no liquidificador e leve ao fogo por cerca de 10 minutos para encorpar. Coloque em 6 taças. Quebre as barras de cereais em pedaços pequenos ou passe pelo processador e enfeite as taças. Sirva gelado.
 Informações Nutricionais
1 porção = 1 taça = 90 G
Calorias
82
Carboidratos
19,5 g
Proteínas  
0,8 g
Gorduras totais    
0,1 g
Gorduras saturadas    
0 g
Colesterol
0 mg
Fibras
1,4 g
Sódio
58 mg


Zero gordura
Zero colesterol

Nutrição que previne doenças na terceira idade

A preocupação com a prevenção de doenças nas pessoas acima de 60 anos cresce à medida que este grupo se torna numericamente mais representativo. A nutrição exerce grande na prevenção e no tratamento de doenças comuns na terceira idade.
Com o passar dos anos ocorre um declínio natural das funções fisiológicas, há diminuição do apetite, alterações no paladar e olfato, tornando a comida menos atraente e também menor a absorção e o metabolismo dos nutrientes .
É por isso que existe a necessidade de rever os hábitos alimentares e adequar o cardápio da população idosa.
Estas mudanças alteram as necessidades nutricionais. À medida que se envelhece, a necessidade calórica diminui e aumenta a demanda por alguns nutrientes, como as vitaminas, minerais, água, fibras e ômega 3.
Além da ingestão desses nutrientes, é importante que a refeição apresente aspectos agradáveis, como a cor, sabor, aroma e textura, e que seja priorizado o prazer no momento da refeição, atendendo as preferências do idoso.
 Lista com os alimentos que devem estar na dieta de pessoa que já passaram dos 60 anos:

Grãos
Grãos como a soja, a quinua, o amaranto, os feijões, o grão de bico, a ervilha e a lentilha, além de cereais integrais e das oleaginosas possuem elevados índices de proteínas que devem ser incluídas na alimentação diária na forma de cozidos e sopas. Atuam na manutenção da massa magra.

Peixes
Ricos em ômega 3, o salmão, o atum, a sardinha, o arenque, a cavala e também os óleos de peixe combatem problemas cardiovasculares, cerebrais e nas cartilagens. Sua suplementação, através de cápsulas de óleo de peixe, é interessante para a prevenção contra o mal de Alzheimer , Parkinson, depressão, perda de memória e concentração.

Sucos de uva escuras, cranberry e de açaí
São ricos em antocianina, um antioxidante que neutraliza a ação dos radicais livres e atua na prevenção do câncer; previne contra doenças cardiovasculares; auxilia no controle das taxas de colesterol.

Cereais integrais
Possuem um alto teor de vitaminas do complexo B (B1, B6, B12, ácido fólico), nutriente importante para o correto funcionamento de todos os órgãos. Além disso, fortalece o sistema imunológico e protegem os tecidos nervosos contra a oxidação. O complexo B também é encontrado nas leguminosas, nas oleaginosas e nas sementes.

Laranja, cenoura, abóbora e vegetais folhosos ( como a couve e o espinafre)
Possuem altos teores de carotenóides, vitaminas C e E, selênio e neutralizam a ação dos radicais livres. Além disso, a vitamina C é encontrada nas frutas cítricas e vegetais como brócolis e pimentão. A vitamina E está presente nos óleos vegetais e gérmen de trigo. A castanha do Brasil é a maior fonte de selênio.

Linhaça, farelo de trigo, de arroz e de aveia
Compostos por fibras insolúveis, esses produtos atuam para auxiliar o bom funcionamento do intestino pois aceleram o trânsito intestinal.

Semente de abóbora
Essas sementes são boas fontes de magnésio, importantes para a saúde dos ossos, do coração e das cartilagens. São encontrados também nos vegetais folhosos verde escuros, nos cereais integrais, nas leguminosas e nas oleaginosas.

Banana, melão e água de coco
Assim como os feijões, a ervilha, a laranja e o espinafre, esses alimentos são ricos em potássio, substância que reduz os níveis de sódio diminuindo o risco de hipertensão arterial e derrame.
Além disso, a farinha de banana verde, o óleo de coco, o mel e a aveia alimentam os probióticos, bactérias que colonizam o intestino e são indispensáveis para uma boa digestão e absorção.

Castanhas e chocolate amargo
São fontes de zinco, também encontrado nos feijões, na lentilha, nas nozes, nas castanhas e nos cereais integrais. Essa substância é fundamental para a manutenção do sistema imunológico.

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